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Alunos e professores da Licenciatura Intercultural Guarani Mbya recebem prêmio em evento no Amapá

A equipe que representou a UFSM recebeu o Prêmio Ezequiel Hortêncio na categoria oficina em destaque



De 13 a 15 de agosto, alunos e professores da Licenciatura Intercultural Guarani Mbya participaram do Congresso Internacional de Diálogos Interculturais na Fronteira Amazônica (Cidifa), evento organizado pela Universidade Federal do Amapá (Unifap), no Campus Binacional de Oiapoque, município situado na fronteira entre Brasil e Guiana Francesa.

As atividades do evento foram voltadas à formação de professores da educação básica, como também para o diálogo entre pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação. O Cidifa busca incentivar práticas pedagógicas localmente situadas, fortalecendo os vínculos entre o conhecimento científico, e o conhecimento dos povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas. O Campus Binacional de Oiapoque oferece, desde 2005, o curso de Licenciatura Intercultural Indígena, recebendo estudantes das etnias da região: Galibi Kali’na, Galibi Marworno, Palikur., Karipuna e Wajãpi. Além destes grupos, o campus atende estudantes quilombolas e ribeirinhos nos demais cursos de graduação.

A equipe da Licenciatura Intercultural Guarani Mbya participou do Cidifa apresentando trabalhos em três modalidades: relato de experiência, comunicação oral e oficina. O relato de experiência intitulado “Nhane nhembo’e regua: nossa formação na Licenciatura Intercultural Indígena Guarani Mbya” apresentou um relato reflexivo, sob o ponto de vista dos estudantes indígenas, a respeito dos desafios de ingressar no ensino superior por meio de uma licenciatura intercultural.

Já a comunicação oral, “Formação de professores Guarani Mbya: relato de uma experiência no Parfor Equidade”, apresentou um levantamento de dados a respeito do contexto educacional das comunidades Guarani Mbya no Rio Grande do Sul, seguido da apresentação do processo de criação e implementação da primeira licenciatura intercultural voltada às comunidades guaranis no estado.

Por fim, a oficina Mbya ayvu: nhandereko nhemombe´u tenonderã, que pode ser traduzida como “Língua guarani: transmitir nossa cultura para o futuro”, proporcionou aos estudantes de diversas etnias e comunidades locais um contato inicial com a língua e cultura Guarani Mbya. A oficina proporcionou um intercâmbio a respeito das vivências indígenas em diferentes biomas e contextos sócio-históricos. Ao final do evento, a equipe recebeu o Prêmio Ezequiel Hortêncio na categoria oficina em destaque.

Para este evento, a equipe do curso foi composta pelos discentes Yva Mirim Maikely Moreira e Kuaray Mirim Claudemir Timoteo Morinico, pela professora formadora Jacielene Aguiar Silva e pelo professor coordenador Vitor Jochims Schneider, do Departamento de Letras Vernáculas da UFSM.

A participação da Licenciatura Intercultural Indígena Guarani Mbya no Cidifa contou com o apoio do Programa Nacional de Fomento à Equidade na Formação de Professores da Educação Básica (Parfor Equidade) e da Assessoria de Promoção da Igualdade Racial (Aspir) da UFSM.

Texto: equipe da Licenciatura Intercultural Indígena Guarani Mbya

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