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​Estudando investimentos e recursos



O
projeto do professor Marcelo Pustilnik Vieira “Banco de dados regionais,
descentralização e formação continuada de professores: novas articulações institucionais
da Rmc e no Corede-central” começou em conjunto com o professor Vicente
Rodrigues, na região Metropolitana de Campinas. No Conselho Regional de
Desenvolvimento Central, o estudo começou objetivamente em 2013. A intenção
desse projeto é encontrar uma forma de medir o que pode ser feito para a Educação
dos municípios em termos de recursos e o quanto a descentralização deles ou a
existência de regiões metropolitanas que os integrem interferem no retorno dos
investimentos na educação.

O foco inicial do projeto é formação
continuada de professores. Atualmente, os municípios têm em mãos muitos
recursos para investirem principalmente na Educação Infantil e séries iniciais,
que é onde está o maior número de estudantes. Porém, com os processos de
descentralização da Educação, ela passa a ficar na mão dos municípios, o que
ocasiona também uma descentralização de recursos. Com isso, nem sempre as
gestões municipais conseguem suprir as formações continuadas necessárias aos
seus professores. “O gestor tem que estar pensando como faz a formação
continuada, como aperfeiçoa esse profissional, como mantém esse sistema
oxigenado.” – reforçou o professor.

A proposta do estudo é, então, fazer
uma comparação estatística de como essas descentralizações afetam na Educação,
com considerações aos aspectos econômicos, sociais, culturais de cada região, e
as perguntas a serem respondidas referem-se às articulações regionais
existentes entre os municípios, à existência de programas de formação
continuada, à estrutura de cada município para a Educação, preocupadas com
alunos e professores.

Com os dados levantados, se torna
possível a criação de uma metodologia de análise, que pode ser aplicada a
quaisquer municípios, para que eles possam ter esclarecidas suas reais
situações, mazelas, problemas, necessidades. Porém, o projeto não tem o ideal
de intervenção, nem de denúncia, mas de diagnóstico e parte de cada gestão o
interesse em aplicar as metodologias.

No momento em que houver análises mais
interessantes, Marcelo pretende integrar pessoas dos municípios ao projeto para
atuarem como colaboradores. Atualmente, o grupo conta com um bolsista apenas,
que está encarregado de fazer as análises estatísticas, necessárias à criação
das metodologias. No ano de 2013, o grupo era formado por dois graduandos,
também bolsistas de Iniciação Científica, que foram responsáveis pelo
levantamento de dados. Mas, o maior desafio do grupo é encontrar, dentro da
área da Educação, pessoas que se interessem por análises quantitativas de
políticas públicas, ou ainda que saibam lidar com esses dados. 

* Germano Molardi, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Coordenadoria de Comunicação Social

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