Ir para o conteúdo UFSM Ir para o menu UFSM Ir para a busca no portal Ir para o rodapé UFSM
  • International
  • Acessibilidade
  • Sítios da UFSM
  • Área restrita

Aviso de Conectividade Saber Mais

Início do conteúdo

​Tecnologia Social



Um projeto de extensão
chamado “Capacitação discente para a produção de tecnologia social às pessoas
com deficiência e mobilidade reduzida em comunidades de baixa renda no
município de Santa Maria”, terá muito trabalho a fazer nos próximos meses.

Tecnologia Social são
técnicas ou métodos desenvolvidos para e com a comunidade, que possam servir
como uma transformação social, e tecnologias assistivas (termo ainda novo) são
todos aqueles recursos que proporcionam ou ampliam habilidades funcionais de
deficientes. A tecnologia assistiva é sempre feita nos moldes da tecnologia
social.

Esse projeto estava
sendo encaminhado desde o ano de 2012 pelos professores Sérgio Antônio Brondani
do curso de Desenho industrial – projeto de produto (DI), Taísa Gomes Ferreira
e Cristiane Wagner, do Departamento de Teoria Ocupacional (TO), mas foi
oficializado em janeiro deste ano. De 100 pontos, o projeto recebeu 99 na
avaliação do MEC em âmbito nacional.

O projeto tem uma
característica inédita, é interdisciplinar, e os organizadores têm a intenção
de agregar outros cursos como Fisioterapia, Educação Física, Educação Especial,
Engenharias, etc. Ele se estruturou em cima de duas DCG’s, que são: Tecnologia
social para pessoas com deficiência I e II. As disciplinas são do departamento
de TO, mas são ministradas por Brondani e Taísa.

No primeiro semestre
deste ano, os professores Brondani, Taísa e Cristiane, capacitaram os alunos,
dos 5° e 6° semestres de DI e dos 5°, 6° e 7° semestres de TO, para o trabalho
que realizariam no segundo semestre do ano.

Neste semestre o grupo
irá a campo fazer um levantamento sobre as necessidades dos deficientes na
comunidade Juscelino Kubitschek. Segundo a professora Taísa, a comunidade está
interagindo muito bem, dando credibilidade ao projeto. O grupo é constituído
pelos professores idealizadores e por 15 alunos, sendo 10 de TO e cinco de DI,
dentre eles dois bolsistas de cada curso.

Nesse levantamento
será feito um estudo na casa de cada família, atualmente o projeto está
trabalhando com oito famílias. A partir dessa análise, e também do que o
deficiente elege como equipamento mais necessário para ele, é que o grupo se
dedicará a produção dessa tecnologia assistiva.

As visitas às famílias
começaram dia 24 de setembro passado e todo o mês de outubro será focado para
fazer as visitas e estudos nas casas das famílias. Novembro e dezembro serão
dedicados à produção das tecnologias assistivas e, no final de dezembro, será o
fechamento do projeto. Segundo Brondani e Taísa, os alunos, depois do projeto,
têm uma outra visão sobre as necessidades dos deficientes pois acabam se
envolvendo emocionalmente.

Junto ao grupo, irão
os profissionais da comunidade (carpinteiros, por exemplo) para estudar a
necessidade, o espaço disponível na casa, e depois os produtos que serão
produzidos.

Dia
18 de outubro será realizado um evento na comunidade para divertir e também
para mobilizá-los de como é ter uma deficiência. Além disso, os organizadores
têm o objetivo de capacitar profissionais da comunidade para produzir as
tecnologias assistivas com um custo reduzido. Até mesmo para que depois do
projeto eles continuem produzindo.


Texto: Sabrina Cáceres

Divulgue este conteúdo:
https://ufsm.br/r-1-17258

Publicações Recentes