O grupo Laequi
(Laboratório de Ensino de Química), coordenado pelos professores Mara Braibante
e Hugo Braibante, conta com diversos projetos que buscam diferentes formas,
utilizando objetos e situações cotidianas, de ensinar química. Uma das
abordagens utilizadas foi a relação da química com o esporte, tema desenvolvido
por Thais Rios da Rocha em sua dissertação de mestrado “Construção do conhecimento químico através do esporte”.
A química nos esportes
permite mais de um foco, e dentro de sua dissertação Thais abordou a química
dos materiais esportivos, a bioquímica do exercício físico e as substâncias
proibidas nos esportes. E todos esses temas foram estudados em sala de aula com
os alunos do Colégio Estadual Manoel Ribas. “Ela trabalhou os conceitos
químicos necessários usando a
temática esportiva. Então, por exemplo, ela ensinou a química orgânica
relacionando com o esporte. Trabalhou inclusive uma parte experimental, em que
ela fez uma síntese do nylon em laboratório com os alunos”, explica a
professora Mara.
Para avaliar a eficácia desse
método diferente do ensino de química, foi necessário haver uma turma controle,
ou seja, uma turma em que as aulas seriam no modelo clássico. E esses alunos
pediam pelas aulas diferenciadas. “Ela não inicia a aula de forma clássica, ela
começa problematizando, levando um vídeo sobre esporte, dali surgem questões. A
cada conceito, conteúdo que ela gostaria de trabalhar, ela usava uma parte do
esporte”, afirma Mara. Durante esse período, Thais solicitou que os alunos
pesquisassem palavras relacionadas à química do esporte, por exemplo, as fibras
que compõe as roupas dos atletas, e o resultado dessas pesquisas foi o
glossário “ABC… da Química e do Esporte”.
“A gente vai pensar na
possibilidade de fazer uma divulgação, porque esse glossário ficou só naquela
escola (Maneco), só naquela biblioteca e na dissertação dela”, explica Mara,
que deseja publicar esse ABC e distribui-lo nas escolas, como material de
apoio, para que estimule o ensino de química. “O esporte sempre tem alguma
coisa interessante acontecendo, é uma maneira de a gente trazer o aluno para o
que ele gosta”, complementa a professora.
Quando o glossário foi
entregue toda a escola se mobilizou. Foram três terceiros anos envolvidos no
projeto e o nome de todos consta no material.
Luana Mello –
acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias