Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), sozinho o Câncer de Pele apresenta mais casos no Brasil do que todos os outros 17 tipos de câncer. Anualmente, a Sociedade Brasileira de Dermatologia celebra o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele no último sábado do mês de novembro. Esse ano foi dia 29. E, mais uma vez o Hospital Universitário de Santa Maria esteve engajado nessa campanha. Uma equipe formada por cinco médicos dermatologistas, um cirurgião plástico e quatro médicos residentes da Dermatologia participou do mutirão para prevenção da doença e realizou o atendimento a 100 pessoas.
Pela manhã, já havia fila em frente ao Hospital. É que para passar pela avaliação médica, a pessoa não precisava ter feito consulta prévia nos Postos de Saúde, bastava acordar cedo para tentar uma das 100 fichas que começaram a ser distribuídas para as consultas, que iniciaram às 9h e se estenderam até as 15h.
Antes do atendimento, o paciente respondia um questionário sobre os seus hábitos de exposição ao sol: se o tipo de trabalho exercido por ele exigia exposição ao sol, por quanto tempo, e se fazia uso do filtro solar.
As pessoas que receberam o diagnóstico de câncer da pele foram encaminhadas para consultas e tratamento no HUSM. Os demais receberam instruções para o uso diário de filtro solar e outras formas de proteção do sol.
“A campanha tem dois objetivos: identificar casos de câncer da pele e divulgar o assunto. Eu acho que a campanha é muito produtiva em ambos sentidos. Identificamos mais de dez casos de câncer de pele. O câncer de pele é o câncer de mais fácil diagnóstico, não precisa de nenhum aparelho caro, de nenhum exame sofisticado. O paciente só precisa ser examinado. Então ela é uma campanha muito importante que já está dando resultados”, explica o médico dermatologista, coordenador da campanha no Husm, André Costa Beber.
O mutirão contou ainda com a participação de médicos de fora da cidade. “Esse é o sexto ano que participo. Acho essa atividade muito importante não só para os pacientes, mas principalmente para os alunos de graduação. É uma forma de os acadêmicos terem contato mais próximo com o paciente, mais intensivo, e atender a um tipo de clientela que eles não veriam habitualmente. A campanha traz também a oportunidade de orientar os cuidados, identificar os pacientes que têm mais riscos”, afirma Márcia Zampese, médica dermatologista no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Quem buscou atendimento no serviço, elogiou a iniciativa do hospital. Jocelaine Dotto costuma fazer caminhadas diárias na UFSM e viu o banner da campanha em frente ao Husm. “Então resolvi vir hoje (sábado) porque tenho algumas manchas no corpo e, como meu irmão faleceu com câncer da pele e tenho também um sobrinho com a doença, achei melhor prevenir. Ter uma campanha como essa é muito bom, deveria de ter mais vezes ao ano. O atendimento foi muito bom”, declarou.
Algumas pessoas buscaram atendimento devido a presença de manchas irregulares no corpo, um dos sintomas da doença. “Fiquei sabendo da campanha por amigos de dentro do Husm. Cheguei às 4 horas da manhã. Vim ver o que é essa mancha que duplicou de tamanho e coça”, disse Manoel Scheneider, paciente atendido na campanha.
Com caso de incidência na família, um agricultor de Ivorá decidiu viajar até Santa Maria e consultar o médico. “Acompanho meu pai nas consultas no Husm, onde ele recebe tratamento para o câncer da pele. Como trabalho no campo com sol direto todo dia, resolvi vir consultar”, revelou Nilvo Moro.
Texto e fotos: Assessoria de Comunicação do Husm

