Em reunião realizada na quarta-feira (6) na sede da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), foi confirmado que a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), ficará à frente da gestão do Hospital Regional.
A pactuação da gestão foi definida com a presença de secretários de Saúde de pelo menos 24 dos 32 municípios que integram a 4ª CRS e fazem parte da Comissão de Intergestores Regionais (CIR). A resolução será apresentada ao Estado em uma reunião no dia 15 de maio, em Porto Alegre. A expectativa é que o governo acate a decisão.
Na última quinta-feira (30), durante a reunião de trabalho na Assembleia Legislativa, proposta pelo presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, deputado estadual Valdeci Oliveira (PT), os secretários de Saúde da Associação dos Municípios da Região Centro (AMCentro) puderam manifestar o que pensam sobre a proposta. Segundo Francisco Lima, secretário de São Vicente do Sul e coordenador da AM-Centro, a maioria dos secretários – que foram designados pelos prefeitos dos 32 municípios para definir o impasse – é a favor da gestão Husm/Ebserh. A proposta da AM-Centro é que a gestão do Hospital Regional seja definida ainda esse mês.
Durante a reunião, que contou com a presença do vice-reitor da UFSM, Paulo Bayard, e do representante da presidência da Ebserh, Luiz Aquino Vicente, entre outros, a gerente de Atenção à Saúde do Husm, Soeli Guerra, lembrou que o plano de implantação do Hospital Regional contempla a demanda reprimida dos municípios da região. Ela apresentou o levantamento feito pelos secretários de Saúde que aponta que 33 mil usuários aguardam hoje na fila de espera por especialidades médicas que serão ofertadas no Hospital Regional.
Pela proposta apresentada pelo Husm, o Hospital Regional atenderá usuários nas áreas de traumatologia, ortopedia, neurologia, neurocirurgia e reabilitação de queimados. A abertura dos 197 leitos disponíveis e da estrutura ambulatorial, com previsão mais de 250 internações e 9,1 mil consultas e procedimentos ambulatoriais por mês deverá ocorrer em quatro etapas, com intervalo de quatro a seis meses cada. A primeira fase irá disponibilizar 60 leitos e exigirá um investimento de R$ 8 milhões.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Husm