No dia 13 de maio comemora-se o “Dia
do Zootecnista”, profissão que completa em 2016, 50 anos de existência
no Brasil, tendo o Rio Grande do Sul como referência no histórico de criação da
primeira faculdade de Zootecnia do País. O zootecnista atua no planejamento e execução de projetos capazes de promover e
aumentar a produção animal e de alimentos, respeitando simultaneamente, o meio
ambiente, o bem estar animal, as condições socioeconômicas da população
envolvida e a satisfação do consumidor final. Assim deve trabalhar a partir de
uma visão crítica e reflexiva dos fenômenos científicos, biológicos e
socioambientais que atingem os espaços rurais contemporâneos, caracterizados,
sobretudo, pelo seu reconhecimento enquanto espaços de vida e produção cultural
e não apenas como ambiente de produção de bens e serviços.
A profissão “Zootecnista” nasce no
Brasil dentro de um contexto de avanços em pesquisas científicas e extensão
rural como instrumentos para a modernização da agropecuária brasileira, tendo a
cidade de Uruguaiana como “sede” do primeiro Curso de Zootecnia do País, criado
na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) em 1966.
Depois disso, em 1969, o curso foi ofertado na Universidade Federal Rural do Rio
de Janeiro, e em 1971, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Com o
encerramento das atividades da PUC em Uruguaiana o curso de Zootecnia da UFSM
passa a ser o segundo mais antigo em atividade no Brasil e o mais antigo no RS.
Atualmente são cerca de 100 faculdades de Zootecnia espalhadas por todo País,
sendo sete delas em nosso Estado: Santa Maria/UFSM, Palmeira das Missões/UFSM,
Sertão/IFRS, Dom Pedrito/UNIPAMPA, Alegrete/IFF, Porto Alegre/UFRGS,
Pelotas/UFPel.
E é sob este prisma de comemoração
aos 50 anos de criação do Curso de Zootecnia que Santa Maria sediará em 2016 o
maior evento científico de Zootecnia do País, o “XXV ZOOTEC”. O evento reunirá
diversos pesquisadores e profissionais da produção animal apresentando e
discutindo inovações no campo da nutrição, genética, melhoramento e reprodução
animal, bem como gestão, processamento e comercialização de alimentos de origem
animal, tendo em vista os desafios do País na promoção do desenvolvimento rural
sustentável promovendo crescimento econômico, equidade social e respeito ao
meio ambiente enquanto patrimôniodas futuras gerações. Uma excelente oportunidade de
trocas, aprendizados, mas, sobretudo de visibilidade de nossa UFSM, afinal,
somos parte dessa história!
Em quase 50 anos de Zootecnia, os
desafios para a consolidação da profissão enquanto categoria socioprofissional
específica ainda são muitos, como a criação de um Conselho Profissional, que
depende de mudanças na Lei 5.550/1968, que regulamenta a profissão Zootecnista
e a criação dos Conselhos Federal e Estaduais de Zootecnia e que tramita no
congresso, até a abertura de mais vagas em concursos públicos, compreendendo a
ação do zootecnista na cadeia produtiva como fundamental para o desenvolvimento
rural gaúcho e nacional.
Precisamos reconhecer que ainda há
muito que avançar sem esquecermo-nos do “tanto” já conquistado, afinal, somos peça
fundamental desta história como aporte técnico-científico e educacional nas
ciências agrárias brasileira, e isso, além de motivo de orgulho, deve também
ser a mola propulsora que nos leva a reivindicar reconhecimento e avanços
enquanto agentes de desenvolvimento do Pais.
Por estas
e outras razões comemoramos o dia 13 de maio. Parabéns a todos os Zootecnistas!
Artigo: Gisele Martins
Guimarães, zootecnista e professora no Departamento de Educação Agrícola e
Extensão Rural da UFSM