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Livro avalia censura aos escritos de Caio Fernando Abreu



Pesquisas
realizadas no âmbito acadêmico costumam, muitas vezes, prolongar sua existência
em forma de livros. É o caso do livro “Literatura e Censura”, do doutorando em Estudos Literários,
Deivis Jhones Garlet, que lançou, no último sábado (22), na livraria Athena. A
obra engloba as relações entre a produção literária e a censura durante a época
da Ditadura Civil-militar, analisando principalmente os textos censurados de
Caio Fernando Abreu.

Um dos motivos que levou Deivis a embarcar na pesquisa
foi sua inserção no grupo de pesquisa Literatura e Autoritarismo, sob a
orientação da professora Rosani Umbach, no Centro de Artes e Letras, no Programa de Pós-Graduação em Letras.
O grupo se dedica a estudar as relações entre a produção
artística e regimes autoritários.

O
período da Ditadura Civil-militar é conhecido, entre diversas problemáticas,
pela censura praticada contra a arte em geral, e é nesse contexto que se
enquadra a literatura de Caio Fernando Abreu. A pesquisa de Deivis procura
explicitar os porquês de tal repressão, comparando os textos censurados com a
legislação acerca de censura vigente na época. “A motivação essencial que nos
impeliu à pesquisa foi fruto de uma inquietação originada da leitura de textos
literários censurados no período militar, pois, apenas se afirmava que tal ou
tal texto foi censurado, sem explicitar os motivos objetivos”, conta ele.

A obra de Caio Fernando Abreu, explica Deivis, é muito
estudada a partir do ponto de vista intimista e homoerótico. A censura à produção
do escritos não recebe muita crítica. “Estudar a obra do autor em seu matiz
político e tentar desvelar os motivos da censura foram essenciais propulsores
da escolha de Caio Fernando Abreu”, afirma o pesquisador.

“Evidentemente, a
publicação é motivada, sobretudo, pelo argumento de que pode ser uma
contribuição de relevância nos estudos literários sobre o autor e também na
história da Ditadura, sempre tendo como objetivo a importância para questões
também atuais de repúdio ao autoritarismo. Exemplar nesse caso, percebermos,
perplexos, que determinadas leis sobre censura, decretadas na Ditadura,
continuam vigentes no Brasil de hoje, tão profusamente celebrado como
democrático. Parece-nos que nessa questão, a reflexão sobre autoritarismo e
democracia, o livro também pode ser relevante para futuras pesquisas”, conclui
Deivis. 

Texto: Luana Mello, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias da UFSM

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