A UFSM oferece várias políticas de assistência estudantil, que
fazem dela um destaque quando o assunto é a preocupação com a permanência de
seus estudantes. Confira no Guia da Prae e no texto abaixo alguns dos principais benefícios
disponibilizados pela Instituição aos seus estudantes:
Benefício Socioeconômico
Até o dia 1º de
abril, está disponível no Portal do Aluno o formulário para requisição do Benefício Socioeconômico (BSE), que permite aos alunos com renda familiar per capita
inferior a um salário mínimo e meio o acesso ao conjunto de ações de
assistência estudantil, como moradia, alimentação, transporte. Atualmente,
aproximadamente 3,3 mil acadêmicos são auxiliados pelo BSE.
Para
requisitá-lo, o acadêmico interessado deve ler o Edital com
atenção, para depois acessar o seu Portal do Aluno. Entre as opções do menu,
que está na parte superior da tela, escolher ‘Outros’. Abrirão, a partir daí,
três opções possíveis. Ao clicar na opção Benefício Socioeconômico, o aluno
terá acesso ao formulário.
Ao finalizar, o
aluno deverá conferir em seu e-mail quais são os documentos que devem ser entregues nos locais indicados para cada campus até o dia 29 de
abril. Tendo o seu processo deferido, o estudante terá acesso ao Benefício Socioeconômico
e, dessa forma, terá acesso à moradia estudantil, caso more fora de Santa Maria
Em caso de
inexistência de vagas na Casa, o acadêmico é encaminhado para a moradia
provisória na União Universitária.
Enquanto aguarda o resultado de sua avaliação socioeconômica, é
oportunizado ao estudante o Benefício Socioeconômico provisório, que lhe permite
utilizar o RU com alimentação subsidiada, tendo acesso a almoço e janta pelo preço
de R$ 0,50 e café da manhã por R$ 0,20. Conseguir o benefício abre outras
portas ao estudante. A partir do deferimento, o aluno pode concorrer a uma assistência
no pagamento da passagem que, dessa forma, passa a custar R$ 0,
paga o estudante sem nenhum tipo de benefício.
O estudante
também pode buscar por um auxílio na compra de material pedagógico. Como
explica a pró-reitora adjunta de Assuntos Estudantis, Jane Dalla Corte, esse
auxílio é para, por exemplo, a compra de ferramentas necessárias às aulas práticas
do curso de Odontologia. Ou seja, o material pedagógico não se refere aos materiais
didáticos como livros, canetas, borrachas.
“A Pró-Reitoria
consegue dar uma ajuda de custo para que esse estudante possa comprar o material e
fazer suas disciplinas”, explica Jane. Para conceder essas bolsas, a Prae faz
com os coordenadores um levantamento das necessidades de cada curso.
“Não existe um
preço fixo, a gente analisa conforme as necessidades apontadas pelos coordenadores”,
reitera a pró-reitora adjunta.
A essencialidade
da Casa do Estudante
“Depois que eu
fui morar na CEU, mudou bastante. Comecei a compreender um monte de coisas
diferentes dentro da Universidade”, declara Marjana Lourenço, acadêmica de
Engenharia Florestal. Na Casa, como explica a estudante, estão as pessoas que
realmente necessitam, que não têm condições de se sustentar.
A Casa permite
aos estudantes que nela vivem a oportunidade de viver o campus 24 horas por
dia, assim como permite outras formas de se relacionarem com o campus. “Nós nos
obrigamos a inventar coisas para fazer. Agora, depois de muita luta, temos as
churrasqueiras, as quadras de vôlei. Infelizmente, algumas pessoas ainda têm a
visão de que a gente só deve estudar e ficar dentro de casa, sem espaços para convívio
e lazer”, mas é como a gente diz, “o campus é o quintal da nossa casa”, brinca.
Diversas vezes,
os moradores se reúnem para conversar, cantar, tocar instrumentos. Segundo
Marjana, “ainda que seja grande, a Casa necessita de muitas coisas, mas o que
temos foi conquistado pelas necessidades do dia-a-dia. Quando eu entrei na casa
não tinha internet, espaços de lazer, iluminação de noite. Pela própria necessidade
cotidiana é que conquistamos o que temos agora”, diz.
A importância da
assistência estudantil
Além dos
benefícios já citados, existe também o auxílio creche, dado às moradoras das
Casas do Estudante que tiverem filhos ou filhas durante o período do curso.
Helena Oliveira teve a sua filha há dois anos. Hoje custeia com o pai uma
creche pública, mas logo que ganhou Rafaela foi auxiliada por esse benefício.
“Eu pensei que teria que trancar o curso e voltar para casa. Aí eu comecei a me
informar sobre as políticas de permanência e decidi que mesmo que eu tivesse
que diminuir a carga horária continuaria estudando”, relata.
Como explica
Jane, “é importante essa questão da permanência, de nós evitarmos a evasão,
garantirmos a permanência do estudante aqui. O aluno entra pela cota, mas a
Universidade terá que dar as condições para que ele possa permanecer e terminar
seu curso aqui dentro da Universidade. Esse é o grande papel da assistência estudantil:
garantir os benefícios para que o estudante possa permanecer e ter tranquilidade
pra fazer seu curso aqui dentro da Universidade”.
Além de todos os
benefícios, outras atividades que visam à permanência dos estudantes acontecem
na UFSM. “O Satie, por exemplo, é para os alunos que, por alguma circunstância
na sua trajetória, têm a dificuldade de se manterem no curso”, explica Jane. A
Prae oportuniza aos alunos com BSE o acompanhamento com profissionais da Psicologia
e do Serviço Social, que, juntos ao estudante, criam, entre outros
atendimentos, estratégias para que ele se mantenha estudando.
Existem, ainda,
as oficinas, viabilizadas no semestre passado, como a de yoga, toy art, dança, xadrez, que foram
disponibilizados a todos que tivessem interesse. “Foi algo
implementado no semestre passado para ir ao encontro da adaptação e permanência
do estudante”, reforça Jane.
Confira mais informações sobre bolsas e benefícios no site da Prae.
Germano Molardi, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
