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Entre capoeira, calouros e até Gre-Nal, Viva o Campus dá as boas-vindas ao ano letivo de 2026

Em um domingo ensolarado, edição especial de volta às aulas reuniu estudantes brasileiros e estrangeiros em clima de acolhimento e integração



Reitora e vice-reitor prestigiaram a programação

A tarde de domingo (1º) foi ensolarada e de muitos reencontros e descobertas no campus sede da UFSM. A primeira edição de 2026 do Viva o Campus, em formato especial de Volta às Aulas, reuniu estudantes veteranos e calouros, intercambistas, famílias e servidores no Largo do Planetário, marcando o início do ano letivo com cultura, informação e integração.

Promovido pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE), por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte, o evento contou com a participação das pró-reitorias acadêmicas, projetos institucionais e atrações artísticas. Das 16h às 20h, o público circulou entre as tendas, tirou dúvidas sobre a vida universitária e aproveitou as atividades culturais e científicas espalhadas pelo campus.

Entre os parceiros fixos estiveram a Polifeira do Agricultor, o Jardim Botânico – com visitação ao telhado verde, jardim sensorial e trilha guiada –, a Mostra de Ciências Morfológicas, o Projeto Hangar Aeroespacial, com simulador de voo, e o Arte Além do Ofício. No fim da tarde, o Largo do Planetário recebeu a apresentação do VouC E-Culture Free @ UFSM, com DJs que trouxeram diferentes vertentes da música eletrônica, criando um clima de “sunset” para o encerramento das atividades.

Para a reitora, Martha Adaime, o Viva o Campus já se consolidou como um momento de integração da Universidade com a comunidade e, na edição de volta às aulas, ganha um significado ainda mais especial.

“O Viva o Campus por si só já é um evento naturalmente de integração da Universidade. E o de acolhimento aos novos estudantes está fantástico. Estamos inovando com as tendas das pró-reitorias acadêmicas, que estão fazendo a recepção para aqueles calouros que querem entender, por exemplo, o que a Prae pode oferecer, o que a Prograd pode oferecer, a extensão, a pós-graduação”, destacou.

Segundo ela, realizar o evento na véspera do início das aulas é uma oportunidade para que os estudantes conheçam melhor o campus e esclareçam dúvidas antes do primeiro dia letivo.

“É um momento bem oportuno, porque as aulas estão começando. O pessoal já vem para cá tirar suas dúvidas e transitar pelo campus”, completou.

O vice-reitor, Tiago Marchesan, também ressaltou o caráter acolhedor da iniciativa. Ele destacou a presença de estudantes estrangeiros e a recente inauguração de uma pracinha no campus, que amplia a integração com as famílias.

“Temos também a pracinha, que foi recentemente inaugurada, trazendo as crianças para dentro do campus. É importante que essas crianças se enxerguem no futuro da Universidade. O Viva o Campus é esse momento em que jovens e famílias vêm para cá e passam a visualizar o ensino superior como possibilidade”, afirmou.

Participantes do Encontro do Amigo Internacional

Um campus sem fronteiras

Entre os grupos que circularam pelo Largo do Planetário estava o Encontro do Amigo Internacional, promovido pelo Núcleo de Acolhimento da Diretoria de Relações Internacionais (DRI), e que chamava a atenção pela diversidade e pela roda de capoeira que fizeram. Sotaques de diferentes partes do mundo se misturavam, enquanto, na entrada do Planetário, uma roda de capoeira reunia estudantes estrangeiros e brasileiros, transformando o espaço em um cenário de integração cultural.

A atividade já faz parte da programação do Viva o Campus no início de cada semestre e tem como objetivo promover a integração entre acadêmicos internacionais.

“Eu sempre incluo o primeiro Viva o Campus na programação deles, porque é a primeira oportunidade que eles têm de interagir de forma mais informal e conhecer melhor o campus. Alguns ficam hospedados na Interhouse, então é também um momento de lazer e socialização”, explicou Angélica Iensen, secretária executiva bilíngue e responsável pelo Núcleo de Acolhimento.

Neste semestre, a UFSM recebe mais de 200 estudantes internacionais. Além de intercambistas, há alunos regulares de graduação e pós-graduação vindos de países como China, Paraguai, Argentina, Venezuela, Panamá, Peru, México, Uruguai, Espanha e nações africanas. A expectativa era reunir cerca de 50 deles no evento.

Entre as participantes estava a paraguaia Camila Caballero, mestranda em Engenharia Civil, que está na UFSM desde agosto do ano passado. Camila contou que decidiu vir após conhecer seu atual orientador de mestrado, que a incentivou a estudar na instituição. O português, que já fala com desenvoltura, foi aprendido no cotidiano. “Foi com convívio, aprendi com os amigos. Eu gosto de falar, aí fui tentando e comecei a aprender”, contou.

foto colorida horizontal de duas mulheres em conversa com um rapaz, visto de lado
Maria Eduarda e Patrícia tiraram dúvidas

Primeiros passos

Para muitos, o Viva o Campus foi o primeiro contato com a Universidade. Maria Eduarda Santos Giacomini, 15 anos, veio de Restinga Seca para cursar o técnico em Informática. Acompanhada da sogra, formada no Colégio Politécnico da UFSM, ela aproveitou o domingo para conhecer melhor o espaço.

“Dos cursos, foi o que mais me chamou atenção. E meus parentes sempre indicaram a UFSM”, contou. A jovem esteve no campus pela primeira vez poucos dias antes do evento e aproveitou a programação para passear, tomar chimarrão e tirar dúvidas nas tendas institucionais.

A sogra, Patrícia Pinoto, destacou o vínculo com a Instituição. “Eu me formei no Politécnico. É um curso maravilhoso. A gente vem para cá nos finais de semana, traz o mate e aproveita essa energia boa”, contou.

Ao passarem pelas tendas das pró-reitorias para esclarecer dúvidas, saíram com uma pequena muda de planta, distribuída pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis como parte das ações do evento.

foto colorida horizontal de 3 moças, as da ponta usam camiseta do grêmio e a do centro, do inter
A turma de Laura Silva (C) e Maria Fernanda (D) entrou no ritmo do Gre-Nal

Nem o Gre-Nal afastou o público

O domingo também foi de clássico Gre-Nal, mas nem isso impediu a presença de estudantes no campus. Entre elas, amigas vestindo camisetas da dupla gaúcha circulavam pelo evento.

A colorada Laura Silva, 18 anos, caloura de Agronomia, comemorava a conquista da vaga pelo Sisu.

“Era um sonho meu desde sempre. Eu achava o auge estudar em federal. Estudei muito e consegui passar direto do ensino médio”, contou.

Ao lado dela, a gremista Maria Fernanda Barbosa, 20 anos, estudante de Engenharia Química, também aproveitava a tarde. As duas são de Rosário do Sul e pretendiam acompanhar o jogo dali mesmo.

“Vamos tentar assistir aqui”, disseram, entre risadas, com a partida prestes a começar.

Arte Além do Ofício e Troca de livros

A programação também contou com o Projeto Arte Além do Ofício, que reúne servidores ativos e aposentados da UFSM que desenvolvem trabalhos manuais e artísticos.

“O projeto já começou há muitos anos. É essa ideia de que, além do ofício na Universidade, a gente também tem uma arte”, contou Sônia Carnellucci, integrante do grupo e aposentada do Centro de Artes e Letras, onde trabalhou por mais de 40 anos. “Eu saí da Universidade, mas ela não saiu de mim.”

As peças, produzidas individualmente em casa, são comercializadas durante o evento. O projeto participa do Viva o Campus por meio de edital e é aberto a servidores ativos e aposentados, fortalecendo o vínculo com a Instituição mesmo após a aposentadoria.

Estande de troca de livros atraiu leitores

Outra tenda que chamou atenção foi a da troca de livros do Setor de Atenção Integral ao Estudante (Satie), da Prae. O projeto, que já se tornou ação de extensão, funciona por meio de um sistema de categorias – que variam conforme o tipo e o estado de conservação do livro – permitindo que o público realize trocas equivalentes. 

“Valorizamos mais o livro de ficção do que o técnico, para estimular a leitura não obrigatória na Universidade. Muitos estudantes dizem que gostavam de ler antes de entrar na graduação e acabam deixando isso de lado. A leitura também é uma ferramenta de autocuidado, de lazer, de prazer”, explicou a assistente social Andréia Zanoello.

Além das trocas, o projeto recebe doações de estudantes e até de bibliotecas da própria UFSM, incentivando a circulação dos livros e ampliando o acesso à leitura.

Com música eletrônica no Largo do Planetário, atividades científicas, ações de acolhimento e espaços de convivência, o Viva o Campus reforçou seu papel como ponte entre a universidade e a comunidade.

Em um domingo de sol, às vésperas do início das aulas, o campus voltou a pulsar, reunindo sotaques de diferentes países, histórias de quem está começando e de quem já construiu sua trajetória na instituição, famílias com chimarrão nas mãos e estudantes que, entre uma atividade e outra, ainda encontraram tempo para acompanhar o clássico do futebol gaúcho.

Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Jessica Mocelin, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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