
Embora seja um espaço tradicionalmente associado à flora, o Jardim Botânico da Universidade Federal de Santa Maria (JBSM) é também um sistema vivo, que abriga diversas espécies de animais e possibilita a observação e compreensão das relações entre os diferentes componentes da biodiversidade. Nesse contexto, os animais taxidermizados complementam as experiências proporcionadas pelo espaço, permitindo a observação de características de espécies que nem sempre podem ser vistas diretamente em seu ambiente natural.
Assim, o Jardim Botânico está qualificando seu acervo de animais taxidermizados, composto por 74 exemplares. O trabalho envolve organização, conservação, cadastramento e informatização das informações, ampliando o potencial dos animais como recursos didáticos para o ensino, a educação ambiental e a divulgação científica.
A informatização do acervo teve início em 2025, a partir de uma atividade da disciplina de Projeto Integrador, do curso de Sistemas para Internet do Colégio Politécnico da UFSM. A solução foi posteriormente desenvolvida pelo aluno Gustavo Luís Pereira Santos, sendo implantada com auxílio dos professores Bruno Augusti Mozzaquatro e Daniel Lichtnow.
O sistema permitiu o cadastramento dos exemplares e a geração de QR Codes, possibilitando o acesso às informações de cada animal, com suas principais características. O acesso aos QR Codes pelos visitantes está disponível desde esta terça-feira (11).
Em 2026, a organização do acervo ganhou continuidade com o trabalho da estagiária Carolina Pippi Torri, do curso de Ciências Biológicas, sob orientação do professor Nilton Caceres, do Departamento de Ecologia e Evolução da UFSM. Carolina dedicou-se à organização, conservação e cadastramento dos 74 exemplares, contribuindo para a qualificação e sistematização das informações.
A iniciativa evidencia o caráter interdisciplinar do Jardim Botânico, que aproxima diferentes áreas da Universidade, como Biologia, Ecologia, Tecnologia da Informação e Educação. O acervo passa, assim, a integrar conhecimento científico e recursos tecnológicos para ampliar suas possibilidades de utilização em ensino, pesquisa, extensão e educação ambiental.
Com a organização das informações e a utilização dos QR Codes, o acervo ganha uma nova dimensão educativa, aproximando o público da biodiversidade e fortalecendo o Jardim Botânico como espaço de conhecimento, aprendizagem e divulgação científica.
A digitalização das informações deverá, futuramente, alcançar também o acervo de flora do Jardim Botânico. Outra proposta prevê a instalação de novas placas de identificação com QR Codes, permitindo que os visitantes acessem informações sobre as espécies diretamente durante a visita. A implantação dessa etapa está prevista a partir da execução dos recursos obtidos por meio de edital da FINEP, ampliando a integração entre tecnologia, educação ambiental e divulgação científica no Jardim Botânico.
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