Os secretários estaduais de Saúde, Ciro Simoni; Justiça e Direitos Humanos, Fabiano Pereira; e o chefe da Casa Militar, coronel Oscar Moiano, estiveram em reunião nesta quinta-feira (7) com o reitor Felipe Martins Müller. A reunião foi realizada com o objetivo de se fazer um balanço do trabalho realizado entre o governo do estado e a Instituição durante a tragédia da boate Kiss, além de planejar estratégias de atendimento às pessoas que foram afetas pelo ocorrido. Estiveram presentes também na reunião o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer, e o deputado estadual, Jorge Pozzobon.
Cada secretário apresentou um parecer sobre a situação. O secretário Fabiano Pereira disse estar sensível com a situação das famílias e foi pontual em afirmar que qualquer apoio jurídico que elas precisarem a secretaria de Justiça e direitos Humanos do Estado estará à disposição para auxiliar.
O secretário de Saúde, Ciro Simoni, reiterou que a situação dos pacientes em recuperação é a prioridade no momento, bem como o estado psicológico das famílias afetadas pela tragédia e que é preciso uma ação conjunta das instituições estaduais, federais e municipais para melhor atender os necessitados.
O coronel Oscar Moiano, chefe da Casa Militar, relatou sobre os atendimentos como moradia e transporte prestados às famílias que têm parentes internados em Porto Alegre e região. No total, são 42 pacientes: 39 em Porto Alegre, dois em Caxias do Sul e um em Canoas. O coronel lembrou que a Defesa Civil está recendo doações e voluntários para o atendimento e que é necessário divulgar o contato para quem quiser ajudar. O telefone do Centro de Atenção Conjunto em Santa Maria é o (55) 3223-0143; em Porto Alegre, o número é (51) 3210 4219. O Centro de Ação Conjunta em Santa Maria fica no Centro de Desportivo Municipal (CDM). Depois da reunião, os secretários visitaram o Hospital Universitário (HUSM).
O reitor agradeceu toda a ajuda do governo estadual e pediu auxílio junto a União para contratações emergenciais de mais médicos e psicólogos, aumentando assim a capacidade de atendimento às famílias e pessoas afetadas. A prefeitura, por sua parte, relatou que declarou estado de emergência por falta de recursos e já está com o caso sendo analisado em Brasília. A ideia é ter o quanto antes recursos financeiros e humanos para um melhor atendimento e recuperação de todos os afetados.
Foto: Ítalo Padilha.
Repórter: Vitor Carlotto – Acadêmico de Jornalismo.
Edição: Lucas Durr Missau.