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Projeto buscou encontrar caminhos para conservação do Bioma Pampa em Caçapava do Sul



Mulheres quilombolas participantes do projeto

Um dos projetos contemplados pelo edital de fomento aos Direitos Humanos de 2020 foi focado em encontrar caminhos para a conservação do bioma Pampa, a partir de incursões em campo no Quilombo Quebra Canga, em Caçapava do Sul. O projeto “Caminhos para conservação do Bioma Pampa: a etnobotânica em Quilombos na região de Caçapava do Sul” foi coordenado pela professora Suzane Bevilacqua Marcuzzo, docente do Curso de Gestão Ambiental da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Conforme a professora, foram realizadas três expedições a campo em três diferentes propriedades no território do quilombo. Nelas, foram as mulheres que dialogaram sobre a importância e conhecimento do uso das plantas, principalmente das ervas mantidas em seus quintais e de algumas localizadas na área natural da propriedade.

– Agora, para 2021, vamos continuar. Ainda temos muitas propriedades para percorrer, e isso pode mudar o panorama, e talvez não só as mulheres, como homens também tenham esse trabalho – conta Suzane.

A docente explica que o projeto está ativo desde outubro passado. Nele, o foco fica em áreas protegidas, no que diz respeito às unidades de conservação. Já em 2020, pela primeira vez, foi possível desenvolver a pesquisa em um quilombo.

– No início do projeto, tínhamos uma hipótese de que eles tivessem o conhecimento do uso das plantas, um vínculo, talvez, ritualístico, com essas plantas. E fomos até lá para avaliar se isso ocorria no quilombo ou não – diz a professora.

A conclusão foi de que há um conhecimento de etnobotânico nos locais, junto com um vínculo ritualístico com as benzedeiras, algo bastante característico. Conforma Suzane, esse conhecimento das populações tradicionais é muito rico e deve ser preservado para as futuras gerações:

– O projeto busca fazer um resgate desses saberes para que isso não se perca. E que seja uma identidade também territorial para o geoparque de Caçapava do Sul, porque as questões do patrimônio natural e cultural fazem parte de um geoparque. E o quilombo precisa que a população, que o turista, saiba que ele pode conhecer o local dentro do município de Caçapava do Sul.

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