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Veja como foi a II Semana Feminista do CT!

Durante toda a semana passada, o Centro de Tecnologia foi um espaço de muita cultura e discussão feminista. Isto porque o Coletivo Mulheres com Ciência organizou a sua II Semana Feminista do CT. O evento aconteceu em locais diversos da Universidade Federal de Santa Maria, e contou com a participação de palestrantes e oficineiros de temáticas relacionadas ao feminismo. A Semana foi aberta para homens e mulheres, mas algumas atividades eram exclusivas para a participação feminina.

O evento contou com oficinas mais práticas, como a de “Sticker” – espécie de adesivos caseiros – ou a de “Amor, Movimento e Dança”,  mas também mais teóricas e formativas, como a de “Engenharia Popular e Solidária”. Também houveram oficinas mais esotéricas e interdisciplinares, como a de “Feminismo e Fases da Lua”. A Semana também possuiu debates que discutiram as várias opressões que se configuram junto com o feminismo, como o Feminismo Negro e o LGBT. Para a organizadora do evento, Andressa Cabistani, “a ideia da semana feminista foi trazer vários tipos de vertentes do feminismo para que se tenha visibilidade aqui dentro”.

Ao fim do evento, foi realizada uma Cultural, com show da banda santamariense Pegada Torta. Durante o show, o evento também disponibilizou o espaço da Feira Mista, onde mulheres poderiam expor e vender produtos das mais variadas espécies. “A ideia é que nesses espaços só meninas exponham não para separar meninas de meninos, mas para garantir que mulheres tenham essa oportunidade por que muitas vezes elas não tem por dificuldade de acessar o espaço público e visibilização”, afirma a membro do Coletivo, Maria Cecília da Rocha.  

A avaliação dos participantes e organizadores do evento foi positiva. A organizadora Maria Luiza Gattelli conta que os debates do ano passado tiveram mais público, mas que o evento deste ano possuiu uma evolução por haver um coletivo organizando. “Esse ano a gente tentou compreender o feminismo pela ótica da psicologia, da filosofia, enquanto ano passado a gente tava mais preso nas exatas”, complementou Maria. Essa interdisciplinaridade também ajudou para que o evento tivesse diversas participações de acadêmicas de outros cursos. A estudante de Produção Editorial, Jamile Coletto, se mostrou suspresa com isso: “Fiquei surpresa que o evento foi no CT, já que ele é majoritariamente masculino. Achei interessante colocar esse espaço para que as meninas falassem sobre isso, para que os caras se toquem”.

 

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Texto por Mateus de Albuquerque, acadêmico de Jornalismo – Núcleo de Divulgação Institucional do CT/UFSM.