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Mutirão do HUSM atende 445 pacientes



Nos dias 9, 10, 16 e 17 de março o Hospital Universitário de Santa Maria realizou dois mutirões de atendimento aos envolvidos no incêndio da boate Kiss. Só no primeiro final de semana, cerca de 300 pessoas foram atendidas, realizando mais de mil procedimentos hospitalares.  

Os mutirões contaram com a participação de professores, funcionários e alunos da UFSM, além do auxílio de profissionais do Hospital Conceição e Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A escolha pela realização durante o final de semana ocorreu pela disponibilidade da área ambulatorial do hospital.

O objetivo dos profissionais do hospital é criar um centro multidisciplinar que envolva especialidades de todas as áreas da saúde. Entre os serviços oferecidos, estão o de pneumologia – devido aos comprometimentos respiratórios que a maioria das vítimas teve – neurologia, clínica médica – que faz acolhimento, acompanhamento e seguimento dos pacientes – oftalmologia, otorrino, cabeça e pescoço, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e nutrição.

O ambulatório colocou à disposição 25 consultórios, onde atuaram 150 profissionais. Os atendimentos psicológicos foram os mais procurados. Pacientes que realizaram as avaliações manifestaram, principalmente, dificuldades em dormir, problemas em ambientes fechados, medo de ficarem sozinhos além do sentimento de culpa pela morte de amigos ou familiares. No VT abaixo, saiba mais sobre o atendimento psicológico realizado no HUSM:

As avaliações são de extrema importância, pois as doenças psicológicas podem evoluir para a síndrome do pânico e transtorno do estresse pós-traumático. Os atendimentos psicológicos também são realizados nos CAPES de Santa Maria e no Centro de Acolhimento da UFSM.

Professores da fisioterapia implementaram no HUSM um protocolo de avaliação da saúde das vítimas da boate Kiss. Muitos pacientes internados necessitaram de ventilação mecânica e, aos poucos, estão voltando a respirar normalmente. As principais complicações dessas pessoas são a falta de ar, fadiga e falta de condicionamento físico. No VT abaixo, assista ao trabalho desenvolvido pelos profissionais da fisioterapia:

A avaliação prevê que o tratamento para quem necessitou da respiração mecânica passe por um período de longo prazo, de cinco a dez anos. Grande parte das vítimas do incêndio na boate Kiss inalou substâncias tóxicas e agora sofre com manifestações respiratórias. Essas pessoas ainda tem sintomas de tosse, eliminação de secreção e fuligem, dificuldade respiratória, cansaço e capacidade diminuída de força muscular, o que interfere na própria respiração. Os protocolos avaliam onde o paciente estava, quanto tempo de exposição ele teve, que tipo de exposição e quais manifestações respiratórias e neurológicas estão havendo. No VT, você assiste ao trabalho no setor de pneumologia do HUSM:

Tratamento de pacientes deve ser monitorado

Todos os pacientes com qualquer grau de inalação deverão ser monitorados. Após as avaliações pneumológicas, será possível prever o grau de comprometimento e estabelecer um seguimento no tratamento a longo prazo principalmente para pacientes que necessitaram de ventilação mecânica ou que sofreram lesões mais graves. O diretor clínico do HUSM, Arnaldo Rodrigues, destacou a necessidade das avaliações dessas lesões: “não se tem conhecimento suficiente nessa área sobre quais as consequências que isso pode ter a médio e longo prazo”.

O Hospital Univesitário busca, agora, junto ao Ministério da Saúde, um aumento no número de profissionais que possam atender e fazer o acompanhamento a nível ambulatorial de todos os pacientes: “logicamente que para atender esse grande número de pessoas nós precisamos de uma estrutura permanente no hospital”, lembra Arnaldo Rodrigues.

HUSM prevê que o Centro de Atendimento às Vítimas seja mantido

“Este centro foi criado com um objetivo maior de não acompanhar só essas vítimas.” Elaine Resener, diretora do HUSM, destaca que a ideia é manter o centro para atender vítimas de outros acidentes que possam ocorrer no futuro. Os dados clínicos e epidemiológicos servirão para auxiliar aos atendimentos do Sistema Único de Saúde. Segundo Elaine, “foram feitos protocolos, prospectivos importantes que irão gerar uma pesquisa muito consistente para beneficiar a humanidade no futuro”.  

O Centro Integrado de Atendimento às Vítimas de Acidente recebe agendamento de consultas das 8 às 17 horas mediante apresentação de documento de identidade da vítima. O telefone para informações é: (55) 3220 8575.

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