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Comunidade de Cachoeira do Sul aplaude a inauguração do novo campus da UFSM



Solenidade de inaguração ocorreu na Sociedade Rio Branco

“É a maior conquista da história de Cachoeira”. A implantação
do campus da UFSM em Cachoeira do Sul foi assim saudada na tarde de
quarta-feira (20) pelo prefeito da cidade, Neiron Viegas, durante a inauguração
da unidade. O mesmo sentimento era manifestado pelo público presente, que
inúmeras vezes interrompeu com aplausos os discursos das autoridades ao longo
da cerimônia, realizada no salão principal da Sociedade Rio Branco. Após os pronunciamentos,
lideranças locais e dirigentes da universidade deslocaram-se em carreata até a
sede provisória do campus, onde simbolicamente foi cortada fita em sua entrada
e descerrada placa comemorativa a sua inauguração.

Para no futuro relembrar às gerações vindouras a importância
desse dia para Cachoeira do Sul e região, a solenidade iniciou-se com a
colocação de objetos em uma cápsula do tempo que só será reaberta daqui a 50
anos. Uma mulher grávida, um indígena, um portador de deficiência e uma criança
colocaram na cápsula objetos como os jornais do dia, moedas em circulação na
atualidade, cartas de alunos da educação básica e um broche com o símbolo da
UFSM. A cápsula constitui-se em uma caixa a ser fechada hermeticamente e
enterrada sob concreto no campus de Cachoeira.

“Nós sabemos que a presença da UFSM em Cachoeira do Sul, com
toda a certeza, haverá de reproduzir a trajetória exitosa que em Santa Maria a
universidade vem realizando neste momento. Nós sabemos que, muito antes de
decorridos 50 anos, nós teremos aqui cursos de pós-graduação – de mestrado e de
doutorado – e também outros cursos de graduação”, disse – em referência à
cápsula – o secretário nacional de Educação Superior, Paulo Speller, que
representou na cerimônia o ministro da Educação.

Na opinião do secretário, ao implantar um campus em
Cachoeira do Sul, a universidade “traz a sua contribuição valiosa ao processo
de crescimento do nosso país”. Dizendo isso, ele se refere à “experiência que a
UFSM tem sobretudo no campo das engenharias, demanda de grande envergadura para
o nosso país”. Em seu pronunciamento, Speller frisou a atual carência de
engenheiros no mercado de trabalho brasileiro como um dos grandes obstáculos
para o desenvolvimento do país.

Reitor Paulo burmann (em pé) discursa durante a cerimônia

A carência de mão-de-obra nesta área foi o motivo principal da
escolha dos cinco cursos que compõem o campus de Cachoeira do Sul: Arquitetura
e Urbanismo, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Agrícola e
Engenharia de Transporte e Logística. Outra novidade é que os professores vão
atuar em uma estrutura organizacional sem departamentos, mais flexível que a
tradicional.

A necessidade de formação de mais engenheiros no país voltou
a ser enfatizada durante a solenidade, no pronunciamento do reitor Paulo
Burmann. Ele apresentou dados da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)
segundo os quais, em comparação com países desenvolvidos, o Brasil tem quatro
vezes menos engenheiros para cada grupo de mil pessoas economicamente ativas.

“Essa escassa mão-de-obra leva a um mercado de trabalho
altamente promissor para os engenheiros. Mas sobretudo mostra que o país tem
uma carência muito grande nessa área. E, portanto, a ideia era criarmos em
Cachoeira do Sul mais um grupo de cursos de engenharia, que já temos na sede (em Santa Maria), é verdade; mas que em
hipótese alguma, diante da realidade que vivemos hoje, faria qualquer tipo de
sombreamento. Muito pelo contrário. A ideia é que se estabeleça uma parceria
muito estreita”, disse o reitor.

Burmann informa que os cinco cursos atualmente em
funcionamento em Cachoeira do Sul integram a primeira fase do projeto que se
tem para o campus, a qual vai receber investimento de aproximadamente R$ 130
milhões. Para uma segunda fase, prevista para iniciar em quatro ou cinco anos,
está prevista a instalação de mais cinco cursos: Engenharia de Alimentos,
Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Minas, Engenharia de Software
e Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Desta forma, segundo o
reitor, a unidade de Cachoeira será “um dos mais importantes campi de
instituições federais de ensino superior na área da tecnologia”.

Apresentação musical de professores da UFSM foi uma das atrações da cerimônia

O primeiro dia de aula no campus de Cachoeira do Sul foi em
11 de agosto, para alunos que ingressaram 100% via Sistema de Seleção Unificada
(Sisu). Das 190 vagas ofertadas, aproximadamente 160 já estão ocupadas. Visando
ao preenchimento das vagas restantes, está prevista para os próximos dias a
realização de uma nova chamada de candidatos suplentes.

Antes do início das aulas, um dos temas que mais geraram apreensão
na população cachoeirense foi o ingresso de alunos via Sisu, pois temia-se que
este sistema poderia privilegiar candidatos de outras regiões e,
principalmente, de outros estados. O reitor aproveitou a ocasião para reiterar
a falta de fundamento deste medo, apresentando dados sobre a origem dos estudantes matriculados – 31,2% dos alunos são de Cachoeira do Sul e apenas
9,4% são oriundos de outros estados.

“É verdade que, por se tratar de uma universidade pública
federal, nós não deveríamos nos orgulhar desses números. A universidade é
pública, é do Brasil inteiro. Mas apresento esses números exatamente para
restabelecer a verdade”, afirma Burmann

Em razão de compromisso agendado para o mesmo dia em Porto
Alegre, o reitor e o secretário de Educação Superior tiveram de se retirar da
solenidade antes do encerramento. Logo após estes dois primeiros discursos,
subiram ao palco seis professores do curso de Música da UFSM, que brindaram o
público com uma breve apresentação musical: primeiro com um quarteto de
instrumentistas de sopro, seguido de canto lírico acompanhado ao piano.

As manifestações finais couberam a duas lideranças locais: o
promotor de Justiça João Ricardo Tavares, que foi presidente da comissão
comunitária pró-UFSM, e o prefeito Neiron Viegas. Ambos relembraram a
trajetória de negociações e incertezas que culminaria em agosto de 2011, com a
confirmação pela presidente Dilma Rousseff da criação do campus em Cachoeira do
Sul.

Representantes da UFSM e da comunidade desatam fita na entrada do prédio

Fita e Placa – Ao
final dos pronunciamentos, autoridades locais e dirigentes da UFSM lideraram
uma carreata até a sede provisória da unidade, que funciona junto ao Colégio
Totem, em um prédio alugado pelo Município. Como ato simbólico, representantes
da universidade e da comunidade desataram uma fita colocada à entrada do
prédio, ao que se seguiu o descerramento da placa comemorativa à inauguração.
Na ocasião, o diretor do campus, José Mario Soares, ciceroneou o público em um
breve passeio pelas instalações da unidade.

Anteriormente, o reitor Paulo Burmann já havia compartilhado
com o público, em seu discurso, a esperança de que as obras dos prédios do
campus de Cachoeira comecem ainda em 2014. De acordo com o diretor do campus, a
expectativa é que seis prédios sejam licitados em um primeiro momento, com a
previsão de término das obras dentro de dois anos.

Os prédios serão construídos em uma área doada pelo Município
à União, estando localizada a cerca de 2,5 km do centro da cidade. Quando os
edifícios estiverem prontos, a universidade vai desocupar o prédio do Colégio
Totem. Entretanto, o diretor informa ainda que, antes da conclusão das obras, é
provável que seja necessária a cedência de outros imóveis, também em caráter
provisório, para acomodar a estrutura do campus.

Texto: Lucas Casali

Fotos: Felippe
Richardt

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