A criação democrática ganha um espaço concreto nas oficinas de escrita e quadrinhos promovidas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) na Biblioteca Pública Municipal Henrique Bastide. Os encontros acontecem quinzenalmente, às terças-feiras, das 14h às 16h, com uma programação que se estende ao longo do primeiro semestre deste ano.
As aulas começaram no dia 17 de março, com a oficina de quadrinhos para quem não sabe desenhar, ministrada por Lielson Zeni, doutor em Ciência Literária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com apoio de Ícaro Gonçalves, doutorando em Literatura pela UFSM. No dia 31 de março, as atividades seguiram com a oficina de escrita criativa potencial conduzida pela professora Maria Clara Carneiro, do Departamento de Letras da UFSM. A programação tem continuidade nos dias 14 e 28 de abril, 12 e 26 de maio, e 9 e 23 de junho, alternando entre oficinas de quadrinhos, escrita criativa e improvisação.
Aberta ao público, principalmente aos adultos, mas também aos adolescentes a partir de 13 anos, a proposta não exige inscrição prévia, o que reforça o caráter acessível da iniciativa. “Não precisa saber antes, não tem exigência acadêmica”, informa a professora à Agência de Notícias. Inspiradas em experiências de grupos franceses como Oulipo (Oficina de Literatura Potencial) e Oubapo (Oficina de Banda Desenhada – Quadrinhos – Potencial), as oficinas trabalham a criação a partir de restrições, incentivando novas formas de pensar e se expressar. “A gente propõe desafios difíceis, e é justamente isso que faz surgir coisas que a pessoa não faria normalmente”, explica.
Nesse processo, o próprio quadrinho aparece como ferramenta de leitura do mundo. “A escrita também é imagem, e o quadrinho deixa isso mais visível. Você começa a perceber relações, hierarquias. Aprender a ler quadrinhos é aprender a ler melhor o mundo”, argumenta.
Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail gpoqt@ufsm.br.
Texto e quadrinho: Pedro Moro, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Maurício Dias, jornalista