A
atual administração da UFSM, em parceria com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e
Pesquisa, por meio do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NIT),
lançou a proposta de criação de uma Agência de Inovação e Transferência
de Tecnologia (Agittec). Foram meses de estudo sobre o projeto, que foi
aprovado pelo Conselho Universitário em novembro último e deverá ser efetivado
a partir do primeiro semestre de 2015.
Em
vista da necessidade de inserir a Universidade nos novos padrões que emergem da
sociedade do conhecimento centrados na inovação, a ideia é estabelecer um novo
ciclo de atuação no campo do desenvolvimento tecnológico. A partir disso,
deseja-se a ampliação das competências do NIT, que já atua na promoção do
conhecimento gerado dentro do âmbito acadêmico, fomentando a cultura e o
empreendedorismo.
O
fortalecimento das iniciativas voltadas para a disseminação tecnológica nas
universidades é visto como elemento chave para a promoção do ensino, da
competitividade e do desenvolvimento regional. Visando dar suporte a isso, a
Agittec tem como finalidade principal a aproximação universidade-empresa,
gerenciando o processo entre a origem do conhecimento e o produto final.
A
Agittec deverá contar com uma equipe técnica especializada, responsável pela
análise de busca de anterioridade, pelo auxílio na redação das solicitações de
propriedade intelectual e acompanhamento e controle de depósitos junto ao Inpi;
e de novas cultivares, junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa). Para tanto, serão criadas três coordenadorias: Empreendedorismo
(coordenado por Silon Procath), Propriedade Intelectual (coordenado por Hélio
Hey) e Transferência de Tecnologia (coordenado por Tiago Marchesan). Além
disso, há um Conselho Superior
de Administração, composto pelo reitor da UFSM, que o presidirá; pelo vice-reitor;
pelo pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa; pelo pró-reitor de Extensão; pelo pró-reitor
de Planejamento; pelo diretor-presidente da Fatec; representantes dos diretores
de Unidades de Ensino; representantes da comunidade, externos à UFSM, indicados
pelo reitor.
Essa
equipe deverá trabalhar com a implementação de projetos sociais, ciclos de
palestras e a promoção de um relacionamento maior entre professor-aluno, bem
como sobre uma atuação mais próxima com os outros campi da Universidade.
Pretende-se, com isso, uma formação diferenciada que introduza a reflexão
acadêmica com base em casos reais. Dessa forma, é possível motivar fortemente a
resolução de problemas, a aplicação do conhecimento científico
e a adaptação ao futuro mercado de trabalho.
O
professor Hélio Hey, com grandes expectativas sobre o projeto, destaca a
importância da implementação da Aggitec para o desenvolvimento da comunidade
como um todo. “A Universidade está devendo uma atuação efetiva junto à
comunidade. É preciso que se mexa na balança comercial brasileira e se aumente
a exportação das tecnologias. O ambiente acadêmico é propício para fomentar
essa ideia quando se tem um incentivo maior sobre a incubação e nascedouro de
empresas, por exemplo”, afirma.
Tainara
Liesenfeld – acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias