
Com o objetivo de criar uma educação de qualidade e com alcance pleno, o Programa de Acompanhamento e Formação Continuada para o Ensino Multisseriado no Processo de Alfabetização (Praema) - Região Pampa/RS foi inaugurado nesta terça-feira (3). Coordenado pela UFSM e financiado pelo MEC, o projeto surgiu da necessidade de um processo de alfabetização alternativo em um cenário pós-enchentes.
Criado como um programa experimental do Ministério da Educação e da Secretaria da Educação Básica, o Praema teve início na Ilha de Marajó, no Pará, com formação continuada para professores e escolas do arquipélago, estendendo-se agora para a região centro-oeste e campanha do Rio Grande do Sul.
Até então com três polos – em Santa Maria, Uruguaiana e Sant´Ana do Livramento -, o projeto foi trazido pela professora Helenise Sangoi Antunes, que percebeu necessidade de atenção extra para a região sul do estado. “Porque se caracteriza o Pampa pobre, o Pampa em que não chegam as políticas públicas. Um Pampa que precisa de atenção”, explica ela, ao falar sobre o aumento de turmas multisseriadas no estado desde 2024.

“Sem educação, e em especial sem educação básica, uma nação não prospera”, ressaltou a reitora, Martha Adaime, durante a inauguração. O evento também contou com falas da representante do Ministério da Educação, a professora Leda Bittencourt, apresentação dos músicos Dodo da Gaita e Marcelo Schumidt, que homenagearam o tradicionalismo através de canções gauchescas, além de apresentação musical com Raquel Kurtz e palestra com Lourival José Martins Filho (UFSC) no turno da tarde.
Com a principal meta de ensinar professores a como trabalhar e compreender a diversidade de alunos e suas particularidades dentro de turmas com diferentes idades e níveis, o Praema conta com 30 formadores com mestrado, doutorado e alguns professores do sistema de ensino público que farão parte do processo inicial.
A coordenadora Helenise destaca que esse é apenas o começo do projeto e que a intenção é expandi-lo para o restante do estado.
Para a professora Leda, que já trabalhou com o projeto em Marajó, o Praema, além de um novo processo pedagógico, é também uma forma de dar visibilidade para turmas esquecidas e que enfrentam um grande déficit na alfabetização.
Texto: Nadine Guarize, acadêmica de Jornalismo, estagiária da Agência de Notícias
Fotos: Jessica Mocelin, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista