O professor Dari Celestino Alves Filho, do Departamento de Zootecnia da UFSM, foi listado entre os melhores cientistas do mundo na categoria Best Animal Science and Veterinary Scientists 2025/2026. O reconhecimento foi publicado pela plataforma Research.com, que ranqueia pesquisadores com base na produtividade e no impacto global de suas publicações científicas.
Para o docente, o destaque no ranking internacional é o reflexo de um trabalho construído coletivamente ao longo de décadas na instituição. “Não tem como receber uma notícia dessas sem se emocionar. Esse impacto não remete apenas à minha pessoa, mas a quem está à nossa volta no laboratório: orientandos de doutorado, mestrado e graduação. É algo gratificante que se obtém após décadas de atuação profissional.”
Ciência aplicada ao setor produtivo
Com foco na área de bovinocultura de corte, as pesquisas lideradas pelo professor Dari têm como premissa o compromisso social e a aplicabilidade prática no campo. A ideia é que o conhecimento gerado na universidade não fique restrito aos artigos, mas que possa ser adotado plenamente nas propriedades rurais.
“Temos o entendimento de que toda tecnologia que a gente produza tenha esse viés: de que possa ser adotada em alguma propriedade para melhorar a produção, o padrão de vida dos proprietários e gerar oportunidades de emprego. É um efeito em cascata positivo”, explica Dari.
Impacto na cadeia bovina e no consumidor
O trabalho desenvolvido abrange todo o ciclo produtivo, desde a eficiência reprodutiva das matrizes até o desenvolvimento dos animais destinados ao consumo. Segundo o pesquisador, o objetivo é tornar o processo o mais eficiente possível, aliando manejo nutricional e bem-estar animal.
O resultado dessa cadeia científica chega diretamente à mesa da população. Através de dietas balanceadas, a pesquisa busca entregar carnes com melhores propriedades nutritivas (como a relação entre ômega 3 e ômega 6) e características sensoriais superiores, resultando em um produto mais macio e saboroso. “Em todo esse processo, o animal também está em uma condição de melhor bem-estar. Em um sistema bem planejado, o animal, desde a sua concepção até o abate, nunca passa fome ou sede. Ele permanece em uma situação de conforto dentro das condições de meio”, conclui o docente.
Texto: Isadora Bortolotto, estudante de jornalismo e voluntária na Agência de Notícias
Edição: Lucas Casali