A Administração Central da UFSM manifestou-se na tarde desta
quarta-feira (3) sobre a notícia de crime da Procuradoria da República do Rio
Grande do Sul contra o pró-reitor de
Pós-graduação e Pesquisa, José Fernando Schlosser, acusando-o de
“praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor,
etnia, religião ou procedência nacional“.
Em agosto
de
UFSM recebeu solicitação de informações (cinco perguntas) das entidades
sindicais Associação dos Servidores da UFSM (Assufsm), Seção Sindical dos
Docentes da UFSM (Sedufsm), Diretório Central dos Estudantes (DCE) e dos demais
integrantes do Comitê Santa-mariense de Solidariedade ao Povo Palestino. Uma
delas tratava sobre “a presença ou perspectiva de discentes e/ou docentes
israelenses nos programas de pós-graduação” (confira o documento: página 1, página 2, página 3).
A Reitoria, atendendo à Lei de Acesso à Informação (nº
12.527/2011), encaminhou, em maio de 2015, um memorando para suas unidades. A Pró-reitoria de Pós-graduação e
Pesquisa, representada pelo pró-reitor José Fernando Schlosser, por sua vez, o
remeteu aos cursos de pós-graduação para obter os subsídios necessários à
resposta.
Ocorre que a intenção do memorando foi questionada e
polemizada, ao circular pela internet e ser afixada em murais uma versão adulterada do mesmo, contendo os
dizeres “Freedom for Palestine – Boycott Israel” (Liberdade para a
Palestina, boicote a Israel).
Diante do fato, o reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann,
reitera que o documento é “inverídico e fraudulento” e que os
responsáveis pela fraude e disseminação serão identificados. Complementa ainda
que, encaminhando o documento original, a Instituição apenas cumpriu a Lei de
Acesso à Informação.
Também ressalta que a UFSM jamais tomaria posição em relação
a um conflito internacional histórico. “A Universidade não tem esta
característica sectária e jamais terá. Somos uma instituição laica, onde a
diversidade e o respeito às opiniões constituem a sua origem”, afirma.
A Administração Central informa também que as medidas
necessárias para esclarecimento do fato serão levadas à Polícia Federal para
investigação.
Confira o vídeo da manifestação do reitor na íntegra:
