O reitor da UFSM, professor Paulo Burmann, concedeu, na
manhã desta sexta-feira (19), entrevista coletiva à imprensa, no auditório da Antiga
Reitoria, para prestar esclarecimentos sobre o memorando de entidades
representativas, que pedia informações sobre israelenses na Instituição.
Na oportunidade, Burmann aproveitou para reiterar o pedido
de desculpas a todas as pessoas atingidas, principalmente ao povo de Israel e
informou que esteve reunido duas vezes com a Federação Israelita do Rio Grande
do Sul para tratar do assunto. Negou com veemência a existência ou a intenção
de elaboração de qualquer lista com qualquer nacionalidade, especialmente com
israelenses: “tudo se configurou num grande equívoco de interpretação agravado
pelo documento criminosamente fraudado”.
Burmann reconheceu que a universidade, diante do dilema do
cumprimento da Lei e da sua repercussão política, poderia ter conduzido o
processo de outra maneira, ao se referir ao atendimento do pedido de
informações sobre a possível ligação da UFSM com empresas, instituições, estudantes,
e professores israelenses, feito, de
forma conjunta por Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm), Associação
dos Servidores da UFSM (Assufsm), Diretório Central dos Estudantes (DCE) e
Comitê Santa-mariense em Apoio ao Povo Palestino.
“Nosso esforço é recuperar o maior patrimônio da
universidade: sua imagem e as pessoas”, comentou o reitor durante a
coletiva. Neste sentido, Burmann reforçou que a Instituição está colaborando
com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal, para as investigações
de fraude de documento oficial e para apurar as responsabilidades no caso. O
reitor apresentou o documento oficial e o fraudado à imprensa, destacando-o
como uma forma explícita de ataque a um dos princípios basilares da Instituição
– o respeito à diversidade.
Além disso, Burmann informou que a UFSM forneceu toda a
documentação solicitada pelos órgãos de oficiais que estão tratando, doravante,
do caso.
A íntegra da coletiva está disponível no arquivo a seguir:
