A UFSM segue na expectativa da definição, por parte do governo federal, dos valores a serem repassados no segundo semestre. O reitor, Paulo Afonso Burmann, participou de reunião em Brasília na quarta-feira (24) para discutir o assunto.
Segundo Burmann, está definido o contingenciamento de 10% no orçamento de custeio. “Parece pouco, mas para a nossa realidade, de custeio crescente, é muito, vai inviabilizar algumas ações e exigir sacrifícios grandes, principalmente em relação a contratos de terceirizados”, afirma. Segundo ele, contratos estão sendo revisados, e alguns setores já foram avisados que vai haver enxugamento da dinâmica, sem impactos negativos aos serviços prestados, mas com racionalização.
Em breve, será lançada uma campanha incentivando a comunidade acadêmica a economizar energia. “A comunidade precisa se conscientizar e adotar uma postura de economia”, enfatiza o reitor. Também estão sendo realizados estudos técnicos na área de engenharia elétrica para buscar alternativas de otimização do aproveitamento de energia, bem como o aproveitamento de energia alternativa (solar).
O segundo ponto discutido em Brasília, considerado mais sensível, é capital, que são os recursos para investimentos em obras e equipamentos. “Fomos a Brasília com a expectativa de que voltaríamos de lá com esta definição. O MEC adotou a postura de negociar com cada universidade, caso a caso. A UFSM apresentou uma proposta para que obras licitadas e iniciadas em 2014 e 2015 e as que estão licitadas e não iniciaram sejam contempladas dentro da previsão de investimento, assim como aquisição de equipamentos para laboratórios”, explica o reitor.
Houve um corte médio de investimento nas universidades de 47%, mas a UFSM deve se enquadrar nas exceções, devido à implantação do campus de Cachoeira do Sul e de novos cursos em 2014.
A proposta apresentada por Burmann foi muito elogiada pelos técnicos do MEC na reunião. O relato do que acontece na UFSM, elaborado pelas pró-reitorias de Infraestrutura, Administração e Planejamento, impressionou positivamente a equipe. “Pelo que foi conversado, a expectativa é de que consigamos avançar nestes quatro ou cinco meses de exercício que ainda temos neste ano com a segurança necessária. O prejuízo dificilmente se recupera na intensidade que precisamos, o contingenciamento trouxe dificuldades sérias. Estamos conseguindo conduzir a bom termo até o momento, mas a cada dia que passa as dificuldades aumentam progressivamente”, afirma.
A expectativa é de que o volume de recursos disponível para cada universidade seja definido na segunda quinzena de julho, depois que todas as universidades forem ouvidas. “Saímos com um misto de otimismo e expectativa, e continuaremos assim até que se defina este quadro. A expectativa é de que nossa proposta seja compreendida e aceita, porque já foi levada considerando o mínimo de recursos que precisaríamos para 2015”, ressalta Burmann.
Ainda segundo o reitor, não há obra paralisada na UFSM por falta de recursos. Novos contratos foram assinados com o que já havia sido disponibilizado. O que aconteceu foi a redução de ritmo em algumas obras. Duas pararam, mas sem relação com a falta de recursos, e sim devido à capacidade de execução pela empresa. Uma destas obras paradas é a ampliação dos leitos de CTI do Husm, cuja empresa fez uma retirada estratégica temporária.