O Projeto
Zelo foi criado em dezembro de
a partir de uma parceria entre o Gabinete do Reitor da
UFSM, a Pró-Reitoria de Extensão e o Hospital Veterinário Universitário (HVU). Trata-se
de um projeto institucional realizado apenas com trabalho voluntário, que
recebe colaboração de organizações não governamentais.
Desde
o seu lançamento, o Projeto Zelo está comprometido com sua proposta inicial,
que é promover, por meio de campanhas educativas, a conscientização da
população para o não abandono de animais no campus da UFSM.
De
acordo com a diretora do HVU, professora Anne Santos do Amaral, o próximo
passo do projeto será a chipagem e a castração dos animais que já estão no
campus.
Os
chips são um pouco maiores que um grão de arroz e serão inseridos através de um
aplicador, que é na verdade uma agulha calibrosa. A implantação ocorre no
tecido subcutâneo do animal, na região de encontro entre o pescoço e o tórax.
Para
essa chipagem não é necessário nenhum procedimento cirúrgico, porque o processo
é pouco mais dolorido do que uma injeção subcutânea comum. Cada chip tem um
número de registro, e é acompanhado de etiquetas com códigos de barras que
podem ser usadas na documentação do animal, como carteiras de vacinação, por
exemplo.
As
informações que são registradas variam um pouco, dependendo do fabricante do
software, mas em geral incluem nome, raça, gênero, idade, nome e endereço do
responsável, além do status reprodutivo, que identifica se o animal é castrado
ou não, e quando ocorreu a castração.
A
leitura dos chips é feita através de um leitor universal chamado transponder, que identifica as ondas de
rádio emitidas pelo chip. Esse é um equipamento permanente, que será comprado
via licitação, e tem custo estimado de cerca de R$ 850,00. Inicialmente serão
adquiridas 500 unidades de chip – o preço de cada um fica em cerca de R$ 15,00.
Mesmo
que o projeto ofereça auxílio aos animais que já estão no campus, o plano é de
que o número de abandonos pare de crescer, e as pessoas tenham consciência de
que o abandono é muito prejudicial ao animal. O projeto pretende tratar da
prevenção destes casos e identificar os autores do abandono pelo sistema de
vigilância do campus. Até agora, 74 animais foram contabilizados em situação de
abandono na universidade.
Como
o HVU não tem condições de absorver todos esses animais soltos pelo campus, e o
canil não é a melhor solução, a doação é o melhor caminho. O problema é que
estas são medidas muito amplas. Então, os animais que já estão no campus vão
ser castrados, identificados via chips e, se possível, doados.
Campus
recebeu placas
Mas
as medidas educativas para evitar o abandono de animais devem continuar, pois o
campus não é um lugar adequado para a sobrevivência destes. A partir disto, em
vários pontos da UFSM foram colocadas placas com instruções de como proceder em
casos de abandono de animais. Confira mais informações aqui.
Esta
fase do projeto inclui também a distribuição de folhetos educativos sobre a
questão de maus tratos e o atendimento dos animais com problemas de saúde, pelo
HVU.
“Deve
haver medidas punitivas, nesse sentido o Projeto Zelo está indo no melhor
caminho, que é a identificação das pessoas que abandonam animais, e a
responsabilização dessas pessoas, para isso é preciso a instalação de novas
câmeras, para a melhoria no monitoramento”, afirma Anne.
As
situações de abandono de cães e gatos continuam ocorrendo no campus. Quem
presenciar pode denunciar pelo número 3220-8279. Além de abandono, também podem
ser denunciados maus-tratos para com esses animais e situações de conflito,
como cães que ameaçam atacar. Nesses casos, o número é 3220-8080, diretamente
no setor de Monitoramento do campus.
O
Projeto Zelo conta com a colaboração de ONGs como a 4 Patas, Focinhos Felizes e
Protetores Independentes.
Texto: Mariana Flores, acadêmica de Jornalismo
Fotos: Tainara Liesenfeld, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de
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