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​Uma casa inteligente e viável



Projeto foi apresentado no Descubra UFSM

A rotina é por vezes tão corrida que se torna normal sair de
casa esquecendo de alguns detalhes, como fechar portas e janelas ou desligar a
luz de determinados cômodos. Bom seria se pudéssemos agir com essas
complicações para que não deixássemos nosso lar exposto a riscos de intempéries
ou entradas indesejadas.

Essa é, entre outras, uma ideia trabalhada por alunos dos
cursos de Tecnologia em Redes de Computadores e do Técnico em Informática do
Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (Ctism) no projeto Smart home (casa inteligente).

No Descubra UFSM 2015, realizado em junho, foi possível
conhecer o projeto no estande do Ctism. A casa inteligente foi apresentada em
uma maquete de seis cômodos, garagem e área externa, em que é possível haver
controle, através do celular, de quais as luzes estão acesas e quais estão
apagadas e dos portões que estão abertos e fechados. Além disso, através dos
sensores, como o de presença, por exemplo, os portões da maquete se abriam ou
fechavam quando um objeto se aproximava. Quando captava luminosidade, o sensor
de luz desligava as luzes internas da casa. Ao não captarem, ligavam-se as
luzes.

Projeto foi apresentado no Descubra UFSM

A origem do projeto

O projeto Smart home
conta com 12 alunos dos dois cursos que foram orientados majoritariamente pelos
professores Tiago Rizzetti e Murilo Cervi, ambos professores do Magistério
Superior ligados ao Ctism. A construção do protótipo teve início dois meses
antes da apresentação no Descubra, mas a pesquisa já vem muito antes disso.

O trabalho iniciou em 2012, com a automatização de
ambientes. No Ctism, existe um sistema desenvolvido pelos próprios estudantes
que, através da internet, tem registrado cartões que dão acesso a determinadas
salas e laboratórios. Só os professores registrados nesse sistema têm acesso,
por meio de seus cartões.

Após isso, começou-se o trabalho com a plataforma Arduíno.
Tiago explica que “essa plataforma permite, através de um microcontrolador,
poder obter dados do ambiente, por exemplo, através de sensores de temperatura,
luminosidade, pressão, proximidade e, dessa forma, causar alguma atuação no
ambiente”.

No caso do projeto, por exemplo, os sensores existentes são
os de luminosidade e proximidade. “A ideia da casa inteligente surgiu para
apresentar no Descubra. Foi o primeiro local em que a gente, de fato,
apresentou o protótipo. Então, nós pegamos uma plataforma Arduíno, montamos ela
com a maquete da casa inteligente e colocamos sensores”, explica o professor.

Projeto foi apresentado no Descubra UFSM

Prosseguimento no projeto

A exposição do projeto no Descubra 2015 trouxe bastante
retorno, confirma o professor. A possibilidade de ver a tecnologia sendo
aplicada fez com que a smart home
fosse objeto de questionamentos e observações curiosas. “Teve uma aceitação
bastante boa, muitas pessoas pararam para olhar, perguntar e discutir sobre o
funcionamento. Acredito que tenha sido uma experiência positiva nesse sentido”,
reforça.

A partir de agora, a ideia é continuar trabalhando nas redes
de comunicação, tendo em vista a automatização de ambientes. Um sistema de
distribuição de energia, por exemplo, pode ser automatizado. Tais
monitoramentos possibilitariam a detecção de problemas nos ambientes assim que eles acontecessem ou mesmo
de forma proativa.

“Essa é uma questão bem pertinente, porque muitos processos
hoje são manuais, demandam tempo, fazem com que um operador humano tenha que
detectar e solucionar o problema”, destaca Tiago.

O projeto de controle de acesso a ambientes está sendo
implantado no Ctism a nível institucional. Porém, a intenção é de que tais
inovações possam servir tanto para automatizar processos simples e cotidianos no campus, como a
verificação de quais salas estão sendo utilizadas e quais estão ociosas, quanto
para fora da universidade.

Texto e fotos: Germano Molardi, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

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