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​De olho na conta de luz



Movida por uma
política de contenção de gastos, a UFSM tem agora um Comitê de Gestão de
Energia Elétrica, formado por membros da Agência de Inovação e Transferência de
Tecnologia (Agittec) e do 
Centro de Excelência em Energia e Sistemas de Potência (Ceesp), que é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Energia Elétrica
da UFSM. O grupo conta ainda com um membro da Pró-Reitoria de Infraestrutura.

Luccas Kunzler,
representante da Proinfra na comissão, é responsável pelo intermédio entre o
grupo de pesquisa e a Reitoria, já que verifica a viabilidade técnica da
aplicação dos projetos desenvolvidos pelo grupo. Além disso, Luccas é
encarregado também pelo fornecimento de dados gerais da UFSM ao grupo.

A Agittec foi quem, em
reunião no Gabinete do Reitor, propôs que algo fosse feito para promover uma
maior economia de energia, o que reduziria custos no orçamento da Universidade.
“Nós propusemos que isso fosse feito por uma equipe de especialistas que
trabalham e têm experiência nessa área, que são os professores Daniel Bernardon
e Maurício Sperandio, que atuam no PPG
em Engenharia Elétrica
e são vinculados ao Ceesp”, afirma o representante da Agência na comissão, professor
Helio Hey.

Ceesp é um grupo de
estudos que foca três segmentos desse setor: geração, transmissão e distribuição para
consumidores. Além disso, o grupo trabalha com a
smartgrid, tradução do inglês para rede elétrica inteligente, que é
capaz de verificar o fluxo de energia, a adequação dos pontos de consumo da
energia que é recebida. A rede inteligente é capaz de se reconfigurar sozinha e
gerenciar o fluxo de energia proveniente de fontes alternativas, por exemplo.

“Os estudos do grupo
estão se concentrando na parte da automação, de retirar um pouco da
responsabilidade do ser humano de operar a rede, o que a torna mais autônoma”,
conta Sperandio.

Uma série de ações foi
apresentada ao reitor, Paulo Afonso Burmann, tanto do ponto de vista de gestão
da conta de energia elétrica como de fornecimento de energia para o campus.
Segundo Helio, essas ações trariam uma redução significativa nos valores das
contas.

Uma das mudanças no
primeiro quesito é a mudança no perfil da conta, já que hoje ela configura a
Universidade como consumidor normal, quando na verdade a UFSM é um grande consumidor. “A gente está tratando
de algumas áreas em termos de contrato com a distribuidora (AES Sul), de
contratar realmente o que a gente vai consumir. Não contratar a mais para não
pagarmos desnecessariamente e não contratar a menos para não pagarmos a multa
por excesso de consumo”, relata Sperandio.

Além disso, segundo
Helio, é preciso mudar a forma como a Universidade recebe a energia da
concessionária. “Atualmente, recebemos energia em 13kv. Se trocarmos para 69kv,
isso por si só já reduziria significativamente o valor da energia que é
passada. Além disso, é uma energia muito mais estável e com menos interrupção”,
reitera.

Perspectivas para o
futuro

Na prática, as medidas
envolveriam aproximar os geradores ao centro de consumo, porque a distância
entre ambos gera muita perda de energia durante a transmissão. Além disso,
também está visada a troca das linhas de transmissão e distribuição,
avaliando-se a eficiência do material e também a sua vida útil. Entre esses
objetivos, também está a busca por equipamentos que sejam considerados classe A
pelo Inmetro.

Segundo Helio, existem
medidas de curto, médio e longo prazo que estão sendo avaliadas pelo Comitê.
Para agora, pensa-se “de que forma a gente pode, com o que está colocado
atualmente, ter uma gestão mais eficiente da conta para reduzir valores”.

Para o curto prazo,
avalia-se a necessidade de reformas e ampliação de infraestrutura para fazer a troca de 13kv
para 69kv. Para um prazo mais longo, estuda-se a ampliação de geradores de
energia renováveis.

“É uma tendência
pensar no impacto ambiental. A Universidade se prepara para isso. Já temos uma
série de estudos de aproveitamento dos espaços aqui da UFSM, como telhados para
painel solar, aproveitamento para pequenos geradores eólicos, além de uso de
biomassa, como bagaço de cana, por exemplo”, destaca Sperandio.

O Comitê de Gestão de
Energia Elétrica ainda trabalha de forma não oficializada. A ideia é diminuir o
valor que a Universidade gasta com energia elétrica, atualmente em torno de R$ 900
mil por mês.

Texto: Germano Molardi, acadêmico de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Foto: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

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