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Afromapa busca denunciar casos de racismo em Santa Maria



Afromapa é um projeto que tem como objetivo mapear casos de racismo e injúria racial em Santa Maria, permitindo que as vítimas se sintam confortáveis para expor situações de forma anônima. 

As denúncias podem ser feitas por meio de um mapa colaborativo online, no qual pode-se inserir um ponto sobre o local em que ocorreu o fato, desde que o denunciante esteja conectado no Facebook, LinkedIn ou que tenha uma conta no Mapme.

O projeto está em execução desde 12 de abril e já conta com três relatos em diferentes pontos da cidade.

O Afromapa é desenvolvido pelas acadêmicas Amanda Bittencourt, Eliziéle Paroli e Pâmela Aude Pithan, do curso de Tecnologia em Geoprocessamento da UFSM, sob orientação do professor Lúcio de Paula Amaral.

Segundo Pâmela Pithan, uma das propostas é mostrar que o racismo está presente no cotidiano social e que “quanto mais as vítimas denunciarem suas histórias, menos força terão as iniciativas preconceituosas”. A ideia é evitar que os crimes de ódio permaneçam invisíveis.

Diferenças entre o racismo e a injúria racial

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em termos jurídicos, a injúria racial consiste em ofender a honra de alguém valendo-se de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência, geralmente através do uso de palavras depreciativas. A injúria racial está prevista no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal, e estabelece a pena de reclusão de um a três anos e multa, além da pena correspondente à violência.

Já o crime de racismo, que é previsto na Lei nº 7.716/1989, diz respeito a descriminalização de toda a integralidade de uma raça, atingindo um coletivo indeterminado de indivíduos, sendo inafiançável e imprescritível. A lei enquadra várias situações, como recusar ou impedir acesso a estabelecimentos comerciais, às entradas sociais de edifícios públicos ou residenciais, negar emprego em empresas privadas, entre outras.

Mais informações no site do CNJ.

Texto: Gabriela Pagel, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

Edição Ricardo Bonfanti

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