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Estudante de Desenho Industrial projeta aparato para deficientes visuais tomarem chimarrão



A tecnologia assistiva consiste
em identificar recursos e serviços que contribuam para ampliar habilidades
funcionais de pessoas com deficiência, para dar autonomia e promover a inclusão.
É nesse sentido que foi criado o trabalho de conclusão de curso em Desenho Industrial
de Ricardo Fleck. O estudante da UFSM planejou um aparato para auxiliar
deficientes visuais a servirem chimarrão sozinhos e contou com voluntários da
Associação de Cegos e Deficientes Visuais de Santa Maria, a ACDV.

O projeto foi planejado e criado
em dois semestres, destinados ao trabalho de conclusão de curso. A ideia
inicial era trabalhar com garrafas térmicas, porém, após algumas reflexões
juntamente com o orientador Sérgio Brondani,
e em conversas informais com seus pais, o aluno optou por criar a
tecnologia voltada para deficientes visuais. “A ideia do chimarrão surgiu em uma conversa com meu pai sobre o que
fazer. Nunca fui muito tradicionalista, mas achei que daria um bom trabalho”,
comenta o acadêmico de Desenho Industrial.

O primeiro a testar a criação foi
Cristian Sehnem, 40 anos, servidor do Núcleo de Acessibilidade da UFSM. Cristian comenta
que muitas vezes o trabalho gira em torno da teoria, como criar leis e providenciar textos acessíveis, mas dificilmente são percebidas ações efetivas de
inclusão, como o projeto de Ricardo. “Foi uma grande sacada pegar o chimarrão, uma bebida da nossa cultura, que praticamente todo mundo toma e geralmente com
amigos e familiares, pra usar como instrumento inclusivo”, comenta Cristian,
que se diz honrado por participar da iniciativa.

Outros voluntários testaram o
produto e auxiliaram Ricardo a melhorá-lo até chegar na versão final. O período
de testes durou de duas semanas e contou com sete voluntários da ACDV.
Alguns destes já estavam acostumados a servirem chimarrão, mas mesmo assim
acharam o aparato de grande ajuda. Para outros, que não costumam servir a bebida com
muita frequência, a invenção trouxe confiança para que a partir de agora participem das
rodas de chimarrão.

Ricardo Fleck afirma que, no
momento, não pretende levar adiante a ideia, pois quer se concentrar em terminar
seus estudos. No entanto, deixa livre para que empresas e demais interessados
utilizem sua criação. “Prefiro deixar aberto para quem quiser melhorar meu
projeto. Dessa forma atinge muito mais pessoas e, ainda assim, vou ter visibilidade.
Eu ganho das duas formas. Só que eu tenho a escolha de ganhar auxiliando as
pessoas ou tentar barrar isso”, afirma.

Texto e foto: Taísa Medeiros, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias

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