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Professora da UFSM apresenta resultados de pós-doutoramento em Portugal

A professora do Departamento de Ciências da Comunicação Rosane Rosa concluiu, em julho, seu estágio de pós-doutoramento no Centro de Ciências Sociais da Universidade de Coimbra, sob a supervisão do professor Boaventura de Sousa Santos. Parte dos resultados foi apresentado no seminário final “A Educomunicação como uma Epistemologia do Sul: possibilidades emancipatórias”.

Rosane se inspirou no desafio de “repensar a teoria crítica e reinventar a emancipação social”, proposto por seu orientador, e conduziu uma reflexão teórica sobre a proposição da Educomunicação como uma epistemologia do Sul. Iniciou definindo o conceito de emancipação social, para poder localizar o papel da educomunicação neste importante processo, no contexto das organizações sociais brasileiras e latinoamericanas.

Considerou a área de interface entre a comunicação e a educação popular, em ambientes informais de aprendizagem, que denominou de Educomunicação Comunitária. Sempre instigando o público a pensar como efetivar processos emancipatórios, defendeu a tese de que a Educomunicação, como uma epistemologia do Sul, preenche o vácuo deixado pela Teoria do “Agir Comunicacional” de Habermas – enquanto um processo de emancipação apenas formal. Para tanto, recorreu ao pensamento de autores como Boaventura, Kaplún, Soares, Citelli e Peruzzo, que, a partir da teoria da educação dialógica de Paulo Freire, investem em uma comunicação educativa que se distingue por ser participativa, pedagógica, problematizadora, democrática e com estética experimental.

Rosane também explorou outro eixo de estudo a partir de sua experiência como coordenadora do Projeto Educomunicação Intercultural do Programa Abdias Nascimento, em Moçambique – “Ética da alteridade como premissa para reconhecimento das diferenças e para o diálogo intercultural: uma conversa entre Freire, Levinas e Boaventura”. Rosa explica “Partimos da premissa que a comunicação é uma experiência de alteridade fundante para a efetivação da ‘ecologia de saberes’, para o ‘pensamento pós-abissal’ e para o processo de ‘tradução intercultural’, ao qual se refere Sousa Santos”.