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UFSM é bicampeã em competição de Engenharia Geotécnica



Nos dias 13 e 14 de junho, durante a décima edição do Seminário de Engenharia Geotécnica do Rio Grande do Sul (GEORS), foi realizado a terceira edição do Geobowl, um campeonato de perguntas e respostas, no qual a equipe da Universidade Federal de Santa Maria venceu pela segunda vez. A competição testou os conhecimentos sobre geotecnia e mecânica dos solos de alunos de graduação de 8 universidades: UFSM, UFRGS, UNISC, PUC-RS, URI, UNIVATES, FURG, e UNOCHAPECÓ.

A competição aconteceu em dois dias, com etapa eliminatória e final. A equipe da UFSM, intitulada “Geovaldos”, foi composta pelos acadêmicos João Pedro Bocchi, Eduardo Sonda, Pablo Vestena e Eraldo Hoppen e venceu a etapa final contra a equipe da FURG.

Entenda como funciona a competição

Para fazer parte da equipe os integrantes deveriam: estar na graduação e ter concluído as disciplinas básicas de Mecânica dos Solos. A recomendação era que tivessem concluído ou estivessem cursando as disciplinas que contemplam os tópicos de fundações, obras de terra, estabilidade de taludes e estruturas de contenção, ensaios geotécnicos de campo e de laboratório e geotecnia ambiental. Além disso, cada equipe tinha um tutor-professor que escolhia os membros componentes da equipe. 

Esses requisitos são importantes porque é apenas mais para a metade do curso que os alunos passam a estudar estes assuntos. O competidor Eduardo Sonda conta que descobriu o seu ramo de interesse quando teve o contato com a disciplina de mecânica dos solos e o Geobowl foi uma boa oportunidade para explorar a área que tem mais afinidade.

A competição consistia em duas equipes, uma contra a outra, cada equipe com três integrantes, respondendo perguntas gerais e perguntas bônus. Na mesa de cada equipe havia três botões, uma para cada membro. Nas perguntas gerais, que valiam 10 pontos, se a equipe acertasse tinha direito a uma pergunta bônus, mas a pergunta bônus só quem poderia responder era quem havia acertado a pergunta geral, que valia 20 pontos e era mais difícil. 

Para a classificação de melhor jogador, somava-se a pontuação dos jogadores nas perguntas gerais individualmente, ou seja, quem apertasse antes pontuava. Isso independente de ser da mesma equipe ou não, logo, dos seis participantes quem acertasse mais das perguntas gerais se classificava como melhor jogador.

Sobre a participação da UFSM no Geobowl

De acordo com o professor do Departamento de Transportes, Magnos Baroni, relata que: “O GEORS acontece de dois em dois anos, mas o Geobowl passou a acontecer apenas nos últimos três eventos. ” No primeiro evento tivemos o melhor jogador e o 2° lugar na classificação geral,; no segundo evento ganhamos como melhor jogador e como melhor equipe, e neste último evento ganhamos como melhor jogador e melhor equipe também”, afirma. O professor ressalta que o desempenho mostra o quanto a UFSM está bem representada no ramo de geotecnia.

O aluno de Engenharia Civil João Pedro Bocchi, melhor jogador dessa edição, explica como ele se preparou: “Eu sempre tive afinidade com a área, então acho que isso facilitou para o estudo. Eu peguei materiais de disciplinas que já fiz e dei uma olhada, e eu mais ou menos lembrava como era a dinâmica do último Geobowl que eu estava assistindo”. Eduardo afirma que, embora estivesse conciliando a rotina de estudos com o estágio final e trabalho de conclusão de curso, a equipe se preparou bem com base naquilo que sabiam ser assuntos recorrentes nesse tipo de competição.

O professor Magnos resume: “mecânica dos solos é a primeira cadeira da área de geotecnia que eles tem na Universidade. Então, conseguir mostrar que eles vão realmente estudar engenharia civil é muito interessante. O que eu procuro fazer em sala de aula é trazer muitos casos de obras, mostrar o perfil do engenheiro e o que precisa ser feito. O papel do docente é, além de dar aula, incentivar e mostrar o que a pessoa está estudando e o porquê está estudando.” As disciplinas da área de geotecnia são ofertadas pelo Departamento de Transporte. 

Premiação

Cada membro da equipe vencedora recebe duas anuidades, referentes aos anos 2019 e 2020, da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS). E cada membro da equipe vice-campeã recebe uma anuidade da ABMS referente ao ano de 2019. O melhor competidor também recebe um prêmio, que neste ano foi um Ipad.

A ABMS é uma associação técnica que estimula o progresso da pesquisa científica e reúne profissionais na área de Engenharia Geotécnica, e ser um associado é importante porque o estudante terá contato com geotécnicos do Brasil inteiro, acesso a materiais e a eventos com a taxa de inscrição em valor promocional.

Reportagem: Jéssica Medeiros, acadêmica de Jornalismo – Núcleo de Divulgação Institucional do CT/UFSM.  


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