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Programa de Educação Tutorial e PET Indígena participam do Descubra UFSM



Estudantes de ensino médio de diversas escolas do RS conhecem a atuação do PET dentro da UFSM

Durante os três dias da sexta edição do Descubra, estudantes puderam aprender sobre o Programa de Educação Tutorial (PET). O estande apresentou aos visitantes como o programa  funciona, dentro universidade, no estado e até nacionalmente, abordando as contribuições do PET para a formação do aluno que vai optar por um dos cursos da UFSM.

“Apesar de alguns não terem certeza de qual curso irão escolher, eles estão sendo direcionados a conhecer o programa em si, um pouco do que é o programa e seus pilares, que são a pesquisa, o ensino e a extensão”, afirma Gustavo Modena, estudante do quarto semestre do curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda e integrante do PetCOM.

O PET ofereceu  uma experiência imersiva, com óculos de realidade virtual, jogos interativos, como torre de hanói e tangram, além de depoimentos dos alunos participantes em vídeo, para que os visitantes conhecessem a personalidade de quem constrói o programa dentro da universidade. 

Criado em 1979 com o nome de Programa Especial de Treinamento da CAPES, foi implementado na UFSM apenas em 1992, e atualmente conta com mais de 200 bolsistas entre 19 grupos.  O programa tem como objetivo propiciar aos estudantes de graduação, sob orientação de um professor tutor, condições para a realização de atividades extracurriculares. Para complementar a  formação acadêmica do educando, atendendo necessidades do curso e ampliando os objetivos e os conteúdos programáticos que integram sua grade curricular. O programa conta com 842 grupos distribuídos em 121 Institutos de Ensino Superior de todo o Brasil. Encontros regionais e nacionais são realizados anualmente para discutir os rumos do PET, integrar e articular os grupos.

PET Indígena Ñande Reko

Espaço do PET Ñande Reko no Descubra UFSM

No seu terceiro ano de participação no Descubra, o estande do PET Indígena ficou situado no lado exterior, próximo à praça de alimentação, e chamou a atenção dos visitantes com exposição e comercialização de artesanatos, feitos por um convidado de Iraí. Também foram expostos banners das atividades realizadas, tanto no Campus quanto na comunidade.

“Os jovens são muito atraídos pelo artesanato, mas conseguimos expor nossas atividades e contar como é a vida do indígena dentro da universidade, que não é fácil, e mudar a visão de que o índio ‘está no mato’, mostrar que estamos aqui”, declara Jackson Araon Bento, aluno do sétimo semestre de Direito – Noturno, e integrante do PET Indígena.

O PET Indígena Ñande Reko da UFSM foi criado em 2010, por meio do edital “Conexões de Saberes”, e atua na universidade desde 2011. O projeto foi desenvolvido pelo professor do Departamento do Curso de História da UFSM, André Luis Ramos Soares. O nome Ñande Reko é guarani e pode ser traduzido como “Nosso modo de ser”, que remete ao seu desejo de trazer visibilidade à cultura e aos saberes tradicionais indígenas, por meio da valorização dos diversos modos de ser de seus participantes, e por seu objetivo de inserir os estudantes indígenas dentro da Universidade como um lugar que dialogue com a questão indígena.

O PET Indígena tem membros de diversos cursos, como medicina, fisioterapia, enfermagem, psicologia, odontologia, direito e história. Assim uma de suas características são suas diversas interlocuções de saberes tanto acadêmicos quanto étnicos.

A atuação do programa na UFSM se dá através de múltiplos projetos, em sua maior parte voltados às reservas indígenas, em uma aproximação entre a  universidade e as aldeias. Cada aluno tem seu projeto específico, como os projetos de Joceli Sales, estudante de História, que promove palestras em escolas e está produzindo junto ao grupo Laboratório Interdisciplinar Interativo (LabInter) o Jogo do Tigre para plataforma digital. O jogo é focado na cultura kaingang e estará disponível tanto em português quanto na língua  kaingang . O fato de ser um jogo online vai possibilitar que, por exemplo, alguém de dentro do campus jogue com alguém que está no interior de uma aldeia. Há também o projeto voltado à realização de eventos esportivos em áreas indígenas, promovido por Jackson Bento.

Atualmente, o projeto realizado em conjunto por todos os membros do grupo é levar atividades nativas da cultura indígena, como arco e flecha, cabo de guerra, pinturas corporais, jogo do tigre, entre outros, para escolas do município que tenham alunos indígenas, como na Escola Estadual de Ensino Básico Profª Margarida Lopes. 

Texto: Ana Laura Iwai
Fotos: Eloíze Moraes

Edição: Davi Pereira


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