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Centro de Educação Física e Desportos completa 50 anos tendo como marca o pioneirismo



Foto em preto e branco mostra jogadores de volei jogando em uma quadra
Jogos universitários dos alunos de Educação Física em 1971

O Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) teve sua inauguração 10 anos após a criação da UFSM, em outubro de 1969. Primeiramente, foi pensado como um órgão cultural, denominado Esporte Universitário, pelo qual o reitor José Mariano da Rocha Filho previa a prática de esportes terrestres e náuticos, desenvolvidos no lago artificial da UFSM. Depois, foi estabelecido como curso superior de Educação Física, para a formação de professores na área.

O primeiro coordenador e diretor foi Milo Aita, que assumiu o cargo em janeiro de 1971. O currículo elaborado por ele tinha uma carga horária de três mil horas, distribuídas entre matérias básicas, profissionalizantes, pedagógicas e complementares. Havia disciplinas como anatomia, higiene, biometria, ginástica, natação, atletismo, treinamento desportivo, arbitragem, história da educação física, entre outras, ministradas pelos seis professores pioneiros aos primeiros 50 alunos.

Pioneiro no Brasil ao implementar a prática desportiva, o CEFD incluiu duas horas semanais de atividades físicas para todos os cursos de graduação da Universidade. Segundo o diretor do Centro, Rosalvo Sawitzki, a disciplina chamada “CIEF 100” exigia que os acadêmicos de qualquer graduação fizessem dois semestres de Educação Física. “Todos os alunos da Universidade passavam aqui, fazendo o curso e práticas esportivas dentro do CEFD”, comenta.

Criação do mestrado em Ciências do Movimento Humano

Dez anos depois, em 1979, o primeiro mestrado do Centro era inaugurado. Era o segundo do país e tinha como nome Ciências do Movimento Humano, com a proposta de dar ênfase à aprendizagem motora. A prova teórica teve 56 candidatos inscritos, e os selecionados passaram a cursar disciplinas como fisiologia do exercício, anatomia e função do sistema nervoso, aprendizagem motora, entre outras.

Antes do mestrado, havia apenas as especializações em Técnica-Desportiva, Biomecânica, Handebol, Atletismo e Natação. Isso muda através de um convênio entre o CEFD e duas universidades americanas, University of Iowa, de Iowa, e George Peabody College for Teachers, de Nashville. Um grupo de 40 professores se dividiu entre as duas instituições em busca de capacitação nos doutorados do exterior para desenvolver o mestrado. Alguns professores visitantes da Alemanha, como Jürgen Dieckert, Liselott Diem e Reiner Hildebrandt-Stramann, vindos por meio do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico, por um convênio entre UFSM e República Federal da Alemanha, também colaboraram para que o mestrado se consolidasse.

“Minha tarefa nessa época foi construir junto com os colegas e assessorar no desenvolvimento de um currículo para estudantes de mestrado e com o enfoque da pedagogia”, comenta Reiner, professor da Universidade de Tecnologia de Braunschweig que esteve recentemente participando do 1º Simpósio Internacional da Educação Física

Atualmente, o mestrado já formou mais de 300 profissionais e é coordenado pela professora do CEFD Daniela Santos, mas não carrega o mesmo nome. Os alunos saem como mestres em Educação Física. Daniela conta que o programa já chegou a fechar por falta de profissionais capacitados, mas reabriu no ano de 2012. “Eu assumi já com o curso em baixa, tentando resgatar. Nós reconhecíamos que estávamos com um grupo novo, com produção muito baixa, com pouca experiência”, relata.

O diretor do CEFD destaca que hoje há mais dois programas de pós-graduação: o mestrado em Gerontologia e a especialização em Educação Física Escolar. O primeiro está ligado ao Núcleo Integrado de Estudos e Apoio à Terceira Idade (Nieati), um dos grupos mais antigos do Brasil, que abrange outros cursos de graduação, como Fisioterapia, Bioquímica e Medicina, e volta seus estudos aos idosos. Já o segundo programa coloca os alunos no início de processo de pesquisa na área escolar.

Esporte Universitário: espaço para todos

O Esporte Universitário, agora, não é exigência em todos os cursos de graduação, mas existe como um espaço para os alunos que querem realizar atividades físicas. São 34 modalidades, como dança de salão, futebol masculino e feminino, voleibol, natação, judô, tênis, musculação, entre diversas outras, ofertadas para mais de 1,4 mil alunos. “É um programa que a gente conseguiu, junto à Prograd, que os alunos possam aproveitar como ACG, ou seja, eles participam do Esporte Universitário e podem usar na complementação do seu currículo. É importante para que eles possam ter um convívio social além do espaço acadêmico”, ressalta Rosalvo.

Um dos diferenciais é o curso de Dança licenciatura, implementado no Centro em 2014, dando uma nova cara ao lugar e a oportunidade para alunos que desejam ser professores na área. “É uma graduação nova que foi avaliada pelo Ministério da Educação Física e teve nota 4 (a nota máxima é 5). Na primeira avaliação o curso já foi para nota 4. Então, é um curso que está dando uma outra cara ao Centro de Educação Física, no sentido de trazer essa alegria da dança, essa expressividade”, explica Sawitzki.

Com um cronograma de inúmeras atividades em comemoração aos 50 anos, o Centro realizará ações até 2020. Entre as atividades estão um projeto de revitalização do hall e do design do prédio, artes com grafite nas paredes laterais do estádio, exposição de memória do CEFD e  homenagem aos servidores pioneiros. 

As atividades serão divulgadas na página do CEFD no Facebook.

Texto: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias

Edição: Ricardo Bonfanti

Foto: Arquivo


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