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Centro de Educação da UFSM comemora seus 50 anos



Faculdade de Educação em 1973

O Centro de Educação (CE) da UFSM completa 50 anos neste domingo (5). Criado em 1970, após uma reforma universitária, os prédios 16 e 16B, os quais sediam os cursos de Pedagogia e Educação Especial, carregam a história de um CE primeiramente nomeado Centro de Ciências Pedagógicas (CCP) e marcado pelo pioneirismo.

No início das atividades, o CCP era formado pelos cursos de Pedagogia e licenciaturas como História, Belas Artes, Filosofia e Matemática. O curso de Pedagogia possuía habilitações profissionais básicas, como orientação educacional, administração, supervisão e inspeção escolar e docência das disciplinas e atividades práticas dos cursos normais. As habilitações, no entanto, resultavam em um único diploma: Licenciatura em Educação.

A origem do curso de Educação Especial foi no Instituto da Fala, pertencente ao Centro de Estudos Básicos da UFSM, onde eram desenvolvidas atividades que abordavam as áreas de audição, fala e linguagem. Primeiramente, foi instalado o curso de Educação Especial – Licenciatura Curta e, só nos anos seguintes, o curso passou por novas reestruturações e foi reconhecido como licenciatura plena. Em 1978, ocorre uma nova reestruturação na Universidade e o Centro de Ciências Pedagógicas (CCP) sofre alterações e passa a ser denominado Centro de Educação (CE).

Mais de 200 projetos de ensino, pesquisa e extensão são oferecidos pelo CE

Segunda a diretora do Centro de Educação, Ane Carine Meurer, o CE se destaca pela sua diversidade, abertura, movimento, aprendizagens, interações com a educação básica e superior e formação de professores. “É uma das unidades que consegue, no universo de conhecimentos que representa uma Universidade (universo de conhecimento), articular a reflexão sobre todo o processo de educação que a UFSM realiza. Consegue olhar criticamente para todo o processo educativo, responsabilidade da Instituição”, explica Meurer.

Atualmente os cursos de graduação presenciais da UFSM são na área de Pedagogia e Educação Especial, nos turnos diurno e noturno. Além destes, há o Programa Especial na Formação de Professores na Educação Profissional (PEG) e as graduações a distância em Ciências da Religião, Educação Especial e Pedagogia.

Na modalidade de pós-graduação, o Mestrado Profissional em Ensino de História, oferecido em rede nacional, a Pós-Graduação em Educação, a Pós-Graduação em Políticas Públicas e Gestão Educacional e a Pós-Graduação em Tecnologias Educacionais em Rede.

Ane Carine explica que o CE trabalha com 23 licenciaturas com as disciplinas dos Departamentos de Fundamentos da Educação, Educação Especial, Administração Escolar e Metodologias do Ensino. Com relação a projetos, são 138 de pesquisa, 77 em extensão e 27 em ensino. “Alguns dos conceitos trabalhados nos projetos do CE são currículo, alfabetização, educação infantil, leitura, projeto político-pedagógico, tecnologias da informação e da comunicação, apoio pedagógico, educação ambiental, formação de professores, inclusão, libras, política públicas, gênero, relações étnico raciais, entre muitos outros”, destaca a diretora.

Mestrado em Educação em 1974

Centro de Educação tem como marca o pioneirismo

O Mestrado em Educação foi o primeiro da UFSM e surgiu através de um projeto multinacional que promoveu a integração de países latino-americanos, por meio da Educação. O projeto, conhecido como Faculdade Interamericana de Educação (FIE), foi definido depois que o governo brasileiro estabeleceu convênio com a Organização dos Estados Americanos (EA). A partir desse mestrado, a UFSM passou a desenvolver novas áreas de atuação. Hoje, o Programa de Pós-Graduação do CE conta com mestrado e doutorado.

Além do mestrado, o curso de Educação Especial foi pioneiro no Brasil e, durante vários anos, a única licenciatura. “É um centro de formação de professores com uma longa história na própria universidade. Não é mais ou menos importante que os outros centros, mas tem um papel de destaque na formação de recursos humanos. O Centro formou professores para a região e outros países, foi muito significativo para a própria Universidade e para a educação brasileira”, ressalta o docente e coordenador do curso de Educação Especial a distância, José Luiz Padilha Damilano.

Docentes e ex-docentes destacam aprendizagens adquiridas no Centro

O docente José Luiz Padilha Damilano ainda destaca a pluralidade do Centro de Educação e ressalta ser um lugar onde se discutem diversas questões. “Oferece várias opções para que os nossos alunos tenham conhecimento de diferentes autores e teorias e possam optar pelo que consideram melhor para a educação brasileira do nosso país”, disse.

A professora Cláudia Bellochio comenta sobre a inserção do CE no cenário nacional e internacional pela produção acadêmica que nele é realizado. Ela destaca que a produção de professores, estudantes e técnico-administrativos repercute em vários cenários, “e isso ocorre pela circulação de estudantes, professores e TAEs em outros espaços, na representatividade do CE em associações de classe de ponta definidoras de espaços e ações que promovem a área”.

“O CE é minha segunda casa. Esse grande espaço que me potencializou muitas aprendizagens como estudante do curso e do mestrado e doutorado. É um Centro no qual me descobri como professora e no qual desenvolvo a minha vida profissional como professora de educação musical. É com muita alegria que irei comemorar e estarei muito disposta a continuar escrevendo essa trajetória de construção científica à educação”, complementa Bellochio.

O secretário do Departamento de Administração Escolar do CE, Denisardi Dalsasso Barros, salienta o desenvolvimento ascendente do Centro. “Penso ser muito importante, principalmente em nosso país, onde os investimentos em educação sempre foram reduzidos. Acredito que isso deu-se em função de que toda a comunidade que fez e faz parte do CE sempre foi empenhada para esse desenvolvimento, porque acreditamos que o caminho da educação abre todas as portas para a vida das pessoas e esse é o compromisso do CE”.

O professor Cláudio Dutra realçou a “luta” constante e atuante de docentes, TAEs e discentes, na árdua missão de garantir a manutenção dos direitos adquiridos até aqui e a importância da formação de licenciados. “O CE destaca-se como Centro de formação de licenciados, por ser responsável por ministrar as disciplinas que formam a base de conhecimentos necessários ao exercício da docência na Educação Básica”.

A professora aposentada do CE Soraia Napoleão destacou o bom convívio no Centro de Ensino e disse sentir falta dos prédios 16. “Crescemos juntos, como uma grande família. Sempre digo que o que me faz falta é todo o trabalho e dedicação que eu tive. Uma honra poder dizer que representei o CE em várias partes fora da UFSM, através do trabalho de pesquisa, extensão e ensino”, conta.

Além disso, reafirma a importância dos cursos para a Instituição e de os 50 anos do CE serem comemorados: “É de fato para a UFSM de uma importância incomensurável, porque tem na sua história a comprovação de tudo que uma universidade pública merece e impõe. Eu acredito que esses 50 anos devem ser muito comemorados, por conta de toda a trajetória, de todas as pessoas e todos que participaram, fizeram e fazem o CE um Centro de excelência”.

Comemorações aos 50 anos

Desde 2019, o Centro de Educação vem fazendo significativas comemorações em torno dos seus 50 anos. As ações foram pensadas e estão sendo desenvolvidas pelo Núcleo de Comunicação do CE, em parceria com a Direção do Centro, e são voltadas para o resgate da história do Centro de Educação como formador de profissionais da área capazes de exercer suas atividades com excelência e comprometimento.

A campanha “50 anos do CE: Fazendo História desde 1970” já criou o selo comemorativo dos 50 anos, além de boletins mensais que contam a história do CE em 12 edições. Foi disponibilizado também um link onde podem ser localizadas notícias sobre o cinquentenário do CE. As ações devem se estender até outubro.

Texto: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista da Agência de Notícias
Fotos: Arquivo/DAG


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