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Manifestações antirracistas marcam tarde desta terça-feira (10)

UFSM repudia qualquer forma de preconceito, racismo, agressão, assédio, abuso de poder, violência verbal ou física dentro e fora da Instituição



Reitor fala com manifestantes

Na tarde de terça-feira (10), discentes, docentes, técnicos-administrativos em educação e comunidade em geral se reuniram em manifestação antirracista, na UFSM. O ato, organizado pelo Diretório das Artes Visuais e Diretório das Artes Cênicas, junto ao Diretório Central de Estudantes (DCE), foi uma resposta ao caso recente de racismo envolvendo uma acadêmica da universidade. Ainda pela manhã, a UFSM se posicionou a partir de uma nota, em que informa que o caso foi registrado no canal oficial de denúncias da instituição, que é a Ouvidoria, e está sendo tratado através das vias administrativas e judiciais cabíveis.

A manifestação foi marcada por três momentos principais, tendo início ao meio-dia, no hall do Restaurante Universitário I, com falas de um representante da Liga Acadêmica Yandê, sobre racismo contra indígenas e negros. Em seguida, a concentração foi em frente ao Centro de Artes e Letras (CAL), onde o diretor do Centro, Claudio Antonio Esteves, se manifestou sobre o assunto. Posteriormente, foi feita uma marcha em direção à reitoria, onde houve um momento aberto para falas. 

 

O reitor da UFSM, Luciano Schuch, falou a respeito da manifestação, afirmando ser uma forma legítima de reivindicar a responsabilização desse tipo de conduta. Tratou, ainda, acerca das medidas que foram tomadas pela universidade, para, antes de tudo, proteger a todos da comunidade acadêmica. “Nesta manhã, quando chegou a denúncia na ouvidoria, encaminhamos para a Polícia Federal, que já deve estar investigando (…) Nós, administrativamente, já estamos tratando junto à direção do CAL, com a nossa assessoria jurídica, que auxilia no processo disciplinar, que é um processo breve, de no máximo 30 dias. Como há materialidade, neste caso será preciso reunir a comissão, analisar os fatos e proferir a punição.” afirmou ele.

 

A vice-reitora, Martha Adaime, expressou tristeza pelo ocorrido, e classificou o episódio como um momento de dor que deve servir de exemplo no combate a atitudes similares. Além disso, espera que a estudante seja afastada durante o processo, a fim de não possibilitar mais atitudes racistas dentro da universidade.

Lideranças do movimento negro da cidade e do movimento estudantil da universidade também se manifestaram, Isadora Bispo, Anderson Machado, Willian Sena, Luiz Boneti, Fernanda Nunes e Letícia Prates. Durante sua fala, Isadora Bispo utilizou o espaço para explicar aos presentes a diferença entre racismo e injúria racial, falou sobre a experiência de pessoas negras diante situações de preconceito e articulou formas práticas de resolver este caso em específico. “Nós temos que nos proteger e buscar alianças com não-negros que também não compactuam isso. Isso é ser antirracista. Isso é buscar uma universidade que trabalhe com a promoção da igualdade, que não queira ver essa discriminação e segregação”, finalizou. 

Texto: Ana Laura Iwai, acadêmica de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Ana Luiza Dutra, acadêmica de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques

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