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Espaço Pachamama da UFSM promove a sensibilização de crianças à educação ambiental

Atividades são voltadas às séries iniciais e trabalham a temática de forma lúdica



Foto retangular de uma sala de aula. No chão, almofadas verdes estão espalhadas em forma de círculo sobre um tatame nas cores azul e preto. Na lateral, mesas uma ao lado da outra ocupam a parte inferior da parede. Todas estão cobertas por um pano verde, em tons claros e escuros. Em cima das mesas, jogos e maquetes. Na parte superior da parede, janelas verticais. A sala está pintada na cor bege. No teto da sala, estão pendurados bonecos com tampa de garrafa pet e dobraduras de papel.
Atividades são realizadas na sala do projeto, localizada no Colégio Politécnico

Localizado no Colégio Politécnico da UFSM, o Espaço Pachamama é um local para educação ambiental na prática que aborda a temática de forma lúdica, por meio de jogos, maquetes, desenhos e pinturas. As atividades são voltadas para alunos das séries iniciais até o 5º ano do ensino fundamental, e realizadas de acordo com a faixa etária.

A sala do Espaço Pachamama existe desde 2020, mas as visitas começaram neste ano, por conta da pandemia. Em 2022, já foram mais de 80 alunos, de quatro escolas. Outras turmas estão agendadas até dezembro.

Cada escola indica a temática de interesse a ser trabalhada, como alimentação, resíduos ou biodiversidade, e as atividades são planejadas a partir dela. “Essa é a função, ser um espaço educativo onde a gente possa trazer a comunidade para dentro da Universidade. E que as crianças possam fazer isso de forma lúdica”, destaca a professora Suzimary Specht, coordenadora do projeto ao lado da servidora técnico-administrativa Doneide Kaufmann Grassi.

Todas as atividades são feitas a partir do reuso de materiais, que buscam trabalhar as três formas de percepção: visual, auditiva e sensitiva. Além da sala do Espaço Pachamama, as turmas também têm a oportunidade de conhecer os laboratórios parceiros do projeto. No Laboratório de Práticas Alimentares, coordenado pela professora Ana Paula Daniel, os alunos são sensibilizados para a questão da alimentação, através de atividades como “análise sensorial misteriosa”, em que as crianças são convidadas a experimentar os alimentos com uma venda.

Já nas visitas ao Laboratório de Espécies Nativas e Práticas Ambientais (Lenpa), coordenado pelo professor Renato Travian, a ideia é mostrar os frutos e flores nativas, bem como a forma de germinação das sementes e a importância da preservação desse tipo de espécie. Segundo a coordenadora, o intuito dessa abordagem é trazer a magia do brincar para um processo de sensibilização ambiental. “Assim, as crianças se tornam cidadãs com o olhar sensível para essa questão, para entender que não existe planeta B e que não existe jogar fora”, afirma.

As visitas ocorrem de segunda a quinta-feira, durante a tarde, a partir de agendamento prévio que pode ser realizado via formulário no site do Colégio Politécnico. São aceitos até 35 alunos por atividade. A previsão é que em 2023 também tenha atendimento pela manhã. Além de receber escolas públicas e privadas de Santa Maria e região, em janeiro o projeto vai abrir visitas para turmas menores, de 4 a 10 anos, de forma individual. Dessa forma, crianças da comunidade em geral podem ser atendidas no período de férias escolares.

Foto retangular de objetos espalhados no chão de uma sala de aula. Ao centro, a maquete de uma casa. Ao redor dela, materiais feitos de papel, pedras, folhas e colagens. Todos estão sobre um tatame nas cores azul e preto. Ao fundo, almofadas uma ao lado da outra, formando um meio círculo atrás dos objetos. A parte inferior da sala é pintada de preto e parte superior é bege.
São abordadas diferentes temáticas da educação ambiental, como alimentação, resíduos e biodiversidade

O ensino da educação ambiental para séries iniciais

A Política Nacional de Educação Ambiental, criada em 27 de abril de 1999, prevê que a educação ambiental é um tema transversal. Ou seja, nas escolas não existe uma disciplina específica de educação ambiental, o que se propõe é que a temática seja trabalhada em diferentes disciplinas. A partir disso, Suzimary afirma que trabalhar a questão ambiental por meio de brincadeiras, jogos educativos e experimentação em laboratórios da Universidade faz com que a aprendizagem seja maior. “Ninguém conscientiza ninguém, porque não temos o poder de entrar no nível de consciência de outra pessoa. O que fazemos é dar informação e tentar sensibilizar. Quando a criança se torna sensível, ela apreende aquela informação, tem uma tomada de consciência e posteriormente uma mudança de atitude”, destaca.

Essa sensibilização pode ser observada a partir do feedback das crianças. Suzimary conta que após uma das visitas ao Lenpa, os alunos foram fazer um piquenique no gramado do Colégio Politécnico. Na hora do lanche, fizeram um processo de reflexão a partir do que aprenderam sobre alimentação. Com feedbacks como esse, as coordenadoras avaliam de forma positiva o projeto, mesmo que ainda em processo inicial, especialmente no que diz respeito ao ensino da educação ambiental para além da sala de aula. “A criança cobra das pessoas em seu entorno. Por isso é importante ter esse espaço de acolhida para pensar a questão ambiental e potencializar o processo educativo”, comenta.

Foto retangular de três caixas retangulares feitas de papel. Todas estão com olhos, boca e cabelos.
A temática é trabalhada de forma lúdica a partir de jogos, maquetes, desenhos, pintura e teatro

Espaço de pesquisa, ensino e extensão 

O projeto é um espaço de aprendizado não só para alunos das séries iniciais, mas também para professores, bolsistas e voluntários. Atualmente, as atividades são organizadas e planejadas pelas coordenadoras, pela bolsista Helena Souza Schirmer e pelos alunos que participam da disciplina de Educação Ambiental Prática, do curso de Gestão Ambiental, que montam os materiais utilizados. Além disso, o espaço também é apoiado pelos professores Ana Paula Daniel, Renato Trevisan, María Silvia Pardi La Cruz, Ísis Pasquali, Roni Blume e Maurício Tratsch, que têm formação e área de atuação múltipla.

Dessa forma, a coordenadora vê o projeto como um espaço de aprendizagem e construção do conhecimento para alunos, professores e visitantes. Outro ponto avaliado de forma positiva é o envolvimento no ensino, na pesquisa e na extensão. “É um projeto de extensão voltado ao ensino, mas que também vai gerar material de pesquisa com os primeiros resultados”, relata. A visita ao Espaço Pachamama também é o momento de apresentar a Universidade aos alunos e fazer o convite para o ingresso na UFSM. “Todos vocês podem ser nossos alunos e estudar aqui”, afirma Suzimary às crianças ao final das atividades lúdicas.

Texto e fotos: Thais Immig, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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