
Entre os dias 9 e 13 de março, a UFSM marcou presença na 26ª edição da Expodireto Cotrijal, uma das maiores feiras realizadas no que diz respeito ao agronegócio internacional. Com um estande próprio no evento, sediado em Não-Me-Toque, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, a Universidade expôs 19 projetos de ensino, pesquisa, extensão e inovação, de todos os campi – Santa Maria, Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões.
O principal objetivo da iniciativa é fazer com que as tecnologias e o conhecimento desenvolvido em órgãos de pesquisa e empresas privadas cheguem aos produtores rurais, como também é um espaço de promoção do trabalho desenvolvido no setor pelas instituições. Levando o nome da UFSM, estiveram envolvidos professores e estudantes.
Na quinta-feira (12), os representantes da Universidade foram docentes do campus de Cachoeira do Sul e um grupo de alunos do Centro de Tecnologia que integram a Motora Empresa Júnior de Consultoria. A professora Zanandra Boff, por exemplo, marcou presença em nome do projeto “Difusão de conhecimentos e tecnologias para o aumento da produtividade da cultura da soja em Cachoeira do Sul”.
Na visão dela, é interessante para a UFSM participar da Expodireto Cotrijal uma vez que é um caminho para mostrar de que maneira a pesquisa realizada nos campi dialoga com as demandas da sociedade. “O ‘agro’ é um dos principais setores da economia e nós temos uma formação de profissionais de excelência nessa área. A universidade é muito bem posicionada no setor em termos de pesquisa, de tecnologia. É importante nós estarmos aqui.
Já o professor Eduardo Bottega, responsável pelo projeto “Desenvolvimento da cultura da soja em zonas de manejo delimitadas com base no mapeamento da condutividade elétrica aparente do solo” destaca que o avanço das tecnologias no campo tem permitido que o conhecimento produzido na universidade seja aplicado de forma mais prática.
“A parte tecnológica da feira tem evoluído. Nesse contexto, nós estamos hoje trazendo para os nossos participantes demonstração de alguns resultados de iniciativas onde nós estamos empregando essa tecnologia no campo. Isso porque o produtor vem à feira muitas vezes buscando algo que ele vai sentir como palpável, possível de se aplicar na sua propriedade.
Victória Moura e Eduardo Henrique Winckler, integrantes da Motora Júnior, foram à Expodireto Cotrijal com uma missão diferente. Uma empresa júnior é uma organização sem fins lucrativos formada por estudantes que presta serviços e desenvolve projetos para executar os conhecimentos da graduação. Dessa forma, além de buscarem expandir a marca do grupo que representam, a ideia foi de fazer contatos e buscar parcerias para o trabalho que promovem.
“É importante a gente já ter essa prática do mundo corporativo, do mundo empresarial, de como vender, como projetar, como fazer o marketing, já que todas essas áreas são muito importantes. É um evento muito grande, aqui temos muita visibilidade. Acredito que a gente mostrar os nossos projetos para o pessoal de fora, atrai tanto estudantes quanto investimento”, relatou Victória.
Winckler conta que, dada a relevância da Universidade, não é uma surpresa que o projeto tenha conseguido marcar presença em uma feira como a realizada em Não-Me-Toque. Contudo, pessoalmente falando, é uma honra representar a instituição. “Eu imaginava que isso poderia acontecer pelo tamanho que a UFSM tem, mas eu não conseguia imaginar que eu ia estar participando de um projeto desses. Fico muito feliz de estar aqui”.
Texto: Pedro Pereira, jornalista
Foto: Divulgação/Expodireto