
Agora, Luiza Berger Von Ende tem uma nova responsabilidade: foi intitulada a Primeira Prenda do Rio Grande do Sul da categoria adulta. Durante 2026 e 2027, Luiza carregará a faixa de representante máxima das prendas adultas do estado, título conquistado durante a Ciranda Cultural de Prendas promovida pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho.
Luiza é graduada em Direito pela UFSM e começou o processo de trabalhos para o concurso quando estava realizando seu mestrado em Direito na universidade. Para chegar na Ciranda Cultural de Prendas, Luiza passou por provas que variaram entre pesquisas, trabalhos orais e apresentações artísticas.
“Em 2025 e 2026 participei das provas regionais, então fui eleita primeira prenda da 13ª Região Tradicionalista. Durante o ano, nós fazemos um relatório de atividades, em que promovemos e prestigiamos eventos, ações sociais, tudo que envolve a comunidade, uma construção contínua, para que, naqueles três dias de concurso estadual, façamos a apresentação de uma pesquisa que se intitula Mostra Folclórica. Na sequência, temos uma prova escrita que avalia conhecimentos teóricos de geografia, história do Rio Grande do Sul, tradição, tradicionalismo e folclore, e também uma redação. E depois temos a prova oral e artística, em que se apresenta uma música cantada, uma declamação ou um instrumento a ser tocado, e duas danças: uma tradicional e uma de salão. Por fim, há uma prova oral, em que é sorteada uma temática que envolva o tradicionalismo com as temáticas atuais da sociedade, para que nós possamos refletir e buscar soluções que envolvam a comunidade e o bem coletivo”, explicou Luiza.
A prenda é representante do Departamento de Tradições Gaúchas (DTG) Noel Guarany, projeto de extensão da UFSM. Luiza conta que foi convidada a participar do concurso pelo DTG, porque estava presente em eventos e auxiliava o centro. “Eu pensei: ‘ah, vai ser uma oportunidade legal de me testar, de participar’. Porque eu já tinha acompanhado meus amigos da gestão anterior nessa participação e vi como eles se desenvolveram”, lembra Luiza.
A Primeira Prenda acredita que ser prenda é trabalhar pelas pessoas, levar a tradição em frente e ajudar o próximo. “É ser simples. Se conectar realmente com quem está próximo de ti. É transmitir um sentimento de acolhimento, de pertencimento sem que importe de onde a pessoa vem”, explicou.
Texto: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Foto: Mathias Ilnicki, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Lucas Casali