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 41º Festival Internacional de Inverno da UFSM leva atmosfera cosmopolita a Vale Vêneto

Estudantes e professores compartilham o amor pela música até o final de semana



Recitais dos alunos acontecem diariamente ao meio dia

A música tem o poder de unir pessoas. Histórias são contadas através de melodias. Sentimentos são explicados a cada nota executada. Durante o 41º Festival Internacional de Inverno da UFSM, o amor pela música é expresso por alunos e estudantes de todo o mundo.

No Vale Vêneto, um distrito de São João de Polêsine, existe uma tradição: todo ano músicos se reúnem para compartilhar seus conhecimentos. Isso acontece há 41 anos. Cerca de 250 pessoas se reuniram no centro do distrito para conectar a música com a sociedade.

O coordenador do evento, Diogo Baggio, conta que 2026 foi um ano de novidades no Festival. “Nós começamos o trabalho em agosto do ano passado. Fizemos uma submissão para a Fapergs (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul) e tiramos nota máxima. Também recebemos apoio da reitoria. São mudanças invisíveis, mas para nós são muito importantes”, comentou. Ainda, o Festival Jovem foi algo inédito neste ano. Nos dias 21 e 23 de julho, crianças e adolescentes puderam vivenciar a música na UFSM.

Diogo conta que, ao fim do Festival, cerca de cinco alunos serão selecionados para realizar um intercâmbio na University of Georgia, nos Estados Unidos. “Os professores do festival indicam, em cada oficina, um aluno. Então, a oficina de violino indica um violinista. A oficina de piano, um pianista. E assim por diante. No sábado de manhã é feita uma prova, com uma banca, são dois professores da Universidade da Geórgia e um membro da comissão organizadora. Então  são selecionados os cinco melhores colocados, desses indicados”, explicou.

Bárbara toca o fagote, um instrumento de sopro da família das madeiras

Um ambiente cosmopolita

Embora Vale Vêneto seja um pequeno distrito, durante a semana ele se transforma em um ponto de encontro de músicos de diferentes partes do Brasil e do exterior. Pessoas compartilham vivências, estudos, dicas e gostos musicais vindos de todo o mundo.

Andrea Ceccomori é de Perugia, uma pequena cidade entre Roma e Florença, na Itália. Ele conta que começou a tocar flauta transversal aos 11 anos, apesar de querer aprender piano. “Em Perugia não havia um piano, então minha mãe quis que eu estudasse flauta. Eu não gostava quando era menor, mas a partir dos 20 anos passei a amar o instrumento”, contou. Neste ano, é a terceira vez que o professor visita Vale Vêneto e leciona suas aulas em inglês, com um pouco de italiano.

Bárbara Bernardini Friedrich é estudante de Música- Bacharelado em Fagote, na UFSM. Este é o seu segundo ano no Festival de Inverno e afirma que o principal do festival é o contato e os vínculos criados com outras pessoas. Bárbara faz parte da Orquestra Jovem Recanto Maestro desde os nove anos de idade. Ela começou tocando a viola e conheceu o fagote em um concerto que fizeram.

“Muitas pessoas não conhecem o fagote, ele tem uma sonoridade muito singular e bela. É bom estarmos presentes aqui para que outras pessoas possam se encantar com ele, assim como eu me encantei”, afirma a estudante. O objetivo de Bárbara, segundo ela, é comunicar através da música.

Dentro da igreja de Vale Vêneto acontecem as oficinas de piano. Uma das professoras é a Ana Flávia Frazão, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e foi ao Festival pela primeira vez há 18 anos, “é um festival que tenho um carinho especial. Já vim várias vezes e adoro os alunos e o lugar”. A professora conta que estuda piano desde criança, “acho que o piano me escolheu. Entrei na Universidade, porque acho que o melhor jeito de contribuir com as pessoas seria na Universidade”.

Junto a Ana Flávia, a estudante de piano, Sara Rodrigues também é da UFG. Ela está participando do evento pela primeira vez e diz que está gostando muito da experiência. Ela começou no mundo da música tocando o órgão eletrônico, “o primeiro concerto que assisti era de piano solo e eu achei incrível. Então comecei a estudar piano. Eu acho que é um dos instrumentos mais bonitos que tem”. Sara conta que em uma das aulas que pode tocar, aprendeu sobre fortalecer o músculo da mão para melhorar a dinâmica na hora de tocar o instrumento.

O Festival teve início no dia 26 de julho e continuará até dia domingo (2), quando haverá o recital de encerramento, às 19h, no Centro de Convenções da UFSM. As oficinas de regência, flauta, oboé, fagote, trombone, educação musical, piano, contrabaixo, violoncelo, violino, viola, violão, percussão, clarinete, trompa e trompete acontecem diariamente, até sábado (1º). Ao meio dia, os alunos realizam recitais dentro da igreja do distrito. As 19h, é a vez dos professores tocarem na igreja.

Para mais informações sobre o evento, consulte o site oficial.

Confira mais imagens do Festival de Inverno:

Texto e fotografias: Jessica Mocellin, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

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