Como parte da programação da Recepção Estudantil 2026/2, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realiza, na próxima terça (11), às 18h, um cinedebate com a exibição do filme Branco Sai, Preto Fica, dirigido por Adirley Queirós. A atividade acontece no Auditório da CAEd (Prédio 67), é gratuita, aberta à comunidade e contará com certificado de cinco horas de Atividades Complementares de Graduação (ACG).
A proposta do cinedebate é utilizar o cinema como ponto de partida para discutir temas que atravessam a realidade da juventude brasileira, como racismo, violência de Estado, direito à cidade, acesso à cultura e os desafios de construir espaços de convivência e participação para os jovens. Após a exibição, o público será convidado a discutir as questões apresentadas no filme com a realidade dos estudantes e da juventude de Santa Maria.
Além da reflexão sobre a obra, a atividade pretende ampliar o debate sobre a importância da cultura como instrumento de formação crítica e sobre a necessidade de fortalecer espaços de cultura e lazer dentro e fora da universidade. Para os organizadores, promover atividades culturais também significa incentivar o diálogo, a participação estudantil e a construção coletiva de uma universidade cada vez mais conectada com os desafios da sociedade.
Lançado em 2014, Branco Sai, Preto Fica combina documentário e ficção científica para reconstruir a memória de uma violenta ação policial ocorrida durante um baile black na periferia do Distrito Federal. A partir dessa história, o filme aborda temas como racismo estrutural, segregação urbana, violência institucional e resistência, consolidando-se como uma das obras mais reconhecidas do cinema brasileiro contemporâneo.
O cinedebate também integra as ações do projeto Tem Negro no Sul, aprovado no edital Juventude Solidária, da Secretaria Nacional da Juventude. O projeto desenvolverá uma trilha de formação em universidades e escolas por meio de rodas de conversa, oficinas, cineclubes e outras programações culturais, como forma de motivar a discussão sobre relações raciais, democracia e participação política.
A iniciativa parte do reconhecimento de que a história e a cultura do Rio Grande do Sul são profundamente marcadas pelas contribuições das populações negras e afro-indígenas, muitas vezes invisibilizadas nos espaços de ensino e na memória coletiva. Ao aproximar cultura, educação e organização estudantil, o projeto busca ampliar esse debate e estimular novas formas de participação da juventude.
A atividade é organizada pelo DCE da UFSM, em parceria com o projeto Tem Negro no Sul e o Diretório Acadêmico de Letras (DAL). Não é necessário realizar inscrição prévia: basta comparecer ao local no horário do evento.
Texto: DCE UFSM