Em 10 de agosto de 1976, através do Parecer nº 179 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, era criado o curso de Arquivologia da Universidade Federal de Santa Maria, o primeiro em uma cidade do interior. Exatos 50 anos depois, professores, técnico-administrativos, estudantes e egressos marcaram presença no auditório do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) para celebrar o marco histórico alcançado.
Participaram da mesa de abertura a reitora da UFSM, professora Martha Adaime; a diretora do CCSH, professora Sheila Kocourek; o coordenador do curso, professor Andre Zanki Cordenonsi; a chefe do departamento, professora Rosani Beatriz Pivetta da Silva; e a professora Carla Mara da Silva Silva.
Para o coordenador, André Cordenonsi, a mobilização da comunidade arquivística em torno do cinquentenário reforça sua importância histórica: “Cinquenta anos não são cinquenta dias. Nós reunimos hoje professores, ex-professores, servidores, ex-servidores, alunos e egressos para celebrar este curso que foi pioneiro no país”, destacou.
A programação teve sequência com homenagens a colaboradores internos e externos que contribuíram para o crescimento e a consolidação do curso. Em seguida, a história do curso ganhou destaque na palestra de Clara Marli Scherer Kurtz, egressa da primeira turma. A arquivista compartilhou memórias sobre os tempos de graduação, os desafios da profissão à época e o impacto da UFSM em sua trajetória.
Após as falas no auditório, os participantes se dirigiram ao térreo do Prédio 74A para o ato solene de descerramento da placa comemorativa do Jubileu de Ouro.
Pioneirismo e excelência acadêmica
Quando as atividades letivas tiveram início, em março de 1977, o curso de Arquivologia ofertava 25 vagas anuais distribuídas em quatro habilitações: Arquivos Empresariais, Escolares, Históricos e Médicos. A aula inaugural, realizada em 18 de abril daquele mesmo ano, foi conduzida pelo professor José Pedro Esposel, da Universidade Federal Fluminense (UFF), expoente da área no país.
Em 1978, foi criado o Departamento de Documentação, que em 2019 passou a se chamar Departamento de Arquivologia para atender à demanda por disciplinas técnicas. No ano seguinte, a primeira turma de 12 arquivistas colou grau.
Ao longo das décadas, o curso acompanhou as transformações da gestão documental e da tecnologia, ao manter base sólida na formação científica, humanística e técnica. Com mais de 700 profissionais formados, o curso de Arquivologia da UFSM consolidou sua presença no cenário científico nacional e internacional,
A trajetória do curso está registrada no livro Memória dos 40 anos da Arquivologia da UFSM, publicado em 2017 pela Editora Facos-UFSM.
Texto e fotos: Carolina Bonoto, jornalista da Subdivisão de Comunicação do CCSH.
Revisão: Maurício Dias, jornalista