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“Que Universidade somos hoje, que Universidade queremos ser em 2035 e o que precisamos fazer para construir esse futuro”: a construção do novo PDI 

Até dezembro de 2027, um novo Plano de Desenvolvimento Institucional será estruturado em quatro etapas



Foto colorida horizontal do Centro de Convenções lotado com iluminação baixa, com destaque para o palco, com a ministra Carmem Lúcia sentada bem ao centro. Atrás dela, um telão com projeção do lançamento do Plano de Desenvolvolvimento Institucional
Palestra da ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, fez parte da programação do lançamento do processo de construção do PDI (Foto: Jessica Mocellin)

Um Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) é um dos principais instrumentos de planejamento de uma instituição de ensino superior. O documento estabelece diretrizes, objetivos e metas que orientam as ações da universidade durante determinado período. Na UFSM, o novo PDI será elaborado nos próximos anos e terá vigência de 2028 a 2035.  

 

Para Silvane Brand Fabrizio, coordenadora de Planejamento e Avaliação Institucional, o PDI é muito mais do que um documento institucional, é o instrumento que ajuda a Universidade a olhar para o futuro e, ao mesmo tempo, organizar as decisões do presente. O plano aponta uma direção para a UFSM nos próximos oito anos e conecta a visão de longo prazo com o cotidiano da gestão. Além disso, é um instrumento de participação. “Quando toda a comunidade acadêmica e a sociedade ajudam a construir o PDI, também ajudam a construir a Universidade que querem”, evidenciou.

 

UFSM já teve quatro PDIs

Em 2001, durante a gestão do então reitor Paulo Jorge Sarki, o primeiro PDI da Universidade foi elaborado para orientar as ações da gestão até 2005.  O segundo PDI foi construído durante a gestão de Clóvis Silva Lima, de 2006 a 2010. O plano apresentou uma visão geral da Instituição, ao demonstrar as políticas de ensino de graduação, pós-graduação e pesquisa; de extensão; de atendimento aos discentes; de práticas de educação a distância e de educação inclusiva. Em 2011, o terceiro PDI foi desenvolvido. Na gestão de Felipe Martins Müller, o documento foi renovado em 2016. 

O quarto PDI foi pensado para guiar a organização institucional durante 10 anos: de 2016 a 2026. Contudo, teve sua validade prorrogada para 2027. Mais de 3 mil contribuições da comunidade contribuíram para que o documento fosse elaborado. Durante a gestão de Paulo Afonso Burmann, a UFSM definiu sete desafios institucionais para nortear o documento: Internacionalização; Educação inovadora e transformadora com excelência acadêmica; Inclusão social; Inovação, geração de conhecimento e transferência de tecnologia; Modernização e desenvolvimento organizacional; Desenvolvimento local, regional e nacional; Gestão ambiental; 

O atual pró-reitor de Planejamento (Proplan), Vinicius Garcia, considera que os itens do PDI vigente foram cumpridos com sucesso. Em entrevista à TV Campus, o professor afirmou: “um dos pontos fortes que podemos citar é o índice de reconhecimento da excelência institucional atribuído pelo MEC para avaliar os cursos que são ofertados pela Universidade”. 

 

Como será a construção do novo plano

O lançamento do PDI ocorreu na última sexta-feira (14) durante a  palestra da ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia, que também recebeu o título de doutora honoris causa no Centro de Convenções. Desde então, a participação da comunidade tem sido essencial para a construção do novo documento estruturante, prevista para ser finalizada até dezembro de 2027. 

Silvane Brand Fabrizio destaca quatro pontos para a concepção do PDI 2028- 2035: panorama da educação e do contexto institucional; diagnóstico institucional; construção da estratégia institucional; e acompanhamento e revisão. 

O primeiro passo é “olhar para a Universidade e também para o cenário em que está inserida, compreendendo as transformações, as tendências e os desafios que impactam a educação superior e, especialmente, a realidade da UFSM”, como observou Silvane. No entendimento da servidora, isso marca o panorama da educação e do contexto institucional. 

Já o diagnóstico institucional é realizado para entender a Universidade a partir de dados, indicadores, avaliações, documentos institucionais e, principalmente, a escuta da nossa comunidade. “Também vamos olhar para a trajetória do PDI 2016-2026, reconhecendo o que foi realizado, as experiências que tivemos e os aprendizados que esse percurso nos deixou. Afinal, construir um novo PDI também significa aprender com a história da própria Universidade para pensar, com mais clareza, os próximos oito anos”, afirmou Silvane. 

A construção da estratégia institucional será aplicada a partir do diagnóstico e da escuta da comunidade. Silvane explica que tais instrumentos irão definir quais transformações a instituição quer produzir, quais serão os objetivos estratégicos, quais estratégias irão utilizar, quais indicadores permitirão acompanhar os avanços e quais metas querem alcançar. 

Por fim, a quarta etapa diz respeito ao acompanhamento e à revisão. Após a elaboração do plano, a Proplan continuará observando os efeitos do PD: “é preciso acompanhar os resultados, avaliar o que está funcionando, identificar o que precisa ser ajustado e atualizar as prioridades quando necessário”, reiterou a coordenadora. 

Silvane garante que, no fim, o que os guia é pensar: “que Universidade somos hoje, que Universidade queremos ser em 2035 e o que precisamos fazer para construir esse futuro”.

Foto colorida horizontal da professora Martha de pé ao microfone no Centro de Conveções. Ela veste vestido verde e um casado escuro. Do lado esquerdo dela, o professor Tiago, em pé, que usa terno com uma gravata vermelha
Reitora Martha Adaime, acompanhada do vice, Tiago Marchesan, lançou o novo PDI, que terá validade por oito anos (Foto: Gabriele Mendes)

O que significa o PDI na prática? 

No cotidiano da Universidade, o plano institucional orienta algumas decisões e guia diferentes gestões. “O PDI também orienta o orçamento. Por isso, prevê que os planos de ação sejam a interface entre planejamento e orçamento”. Isto é, os recursos precisam atender às prioridades institucionais. “Então, no dia a dia, o PDI pode apoiar uma decisão de gestão, a definição de uma prioridade, a distribuição de recursos, o acompanhamento de uma meta ou a identificação de um risco”, relembra Silvane. 

A coordenadora exemplifica que o PDI pode ser utilizado quando uma unidade de ensino identifica um problema, como o aumento da evasão estudantil e busca o documento para orientar a tomada de decisão. “A partir disso, pode planejar ações de acompanhamento dos estudantes, fortalecer o apoio acadêmico e ampliar a divulgação de bolsas e auxílios, definindo responsáveis, prazos, recursos e indicadores para acompanhar os resultados”, elucida Silvane. 

Próximos encontros

O cronograma de eventos do PDI conta com palestras, seminários, momentos culturais e apresentações nas Câmaras de Vereadores. O próximo evento será a palestra com a professora Maria Beatriz Luce intitulada “PDI: gestão e desenvolvimento da Universidade democrática estratégica”. , A especialista em políticas públicas e gestão da educação, Maria Beatriz é docente aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atua como voluntá em programas de pós-graduação da UFGRS e Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

Como participar

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Texto: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Foto: Gabriele Mendes e Jessica Mocellin, estudantes de Jornalismo e bolsistas da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias 

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