
O Acervo Artístico da UFSM promoveu, nesta terça-feira (25), a abertura das exposições “Transitória” e “Oniropoética”. As mostras apresentam diferentes perspectivas sobre a produção artística e reúnem trabalhos de artistas que têm suas trajetórias ligadas à universidade. As exposições ficam abertas a visitação até 8 de outubro.
Com montagem de Vani Foletto, Osvaldo Mora, Rafael Happke e Amanda Patta, “Transitória” reúne obras de oito artistas que passaram pelo Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM. A proposta da exposição é recuperar e valorizar a trajetória desses nomes na produção artística de Santa Maria. A curadoria é da artista visual Nilda Jacks, que selecionou trabalhos de Ana Norogrando, André Petry, Deja Rosa, Joaquim da Fonseca, Lucia Isaía, Luiz Gonzaga, Mariza Carpes e Vani Foletto.
A mostra reúne diferentes técnicas e linguagens, entre elas pintura, escultura e instalação. Entre os trabalhos apresentados estão as esculturas de Ana Norogrando, produzidas a partir da reutilização de materiais provenientes de lavouras, oficinas e grandes indústrias. A artista também apresenta a exposição retrospectiva “2016–2026”, atualmente em cartaz no Museu de Arte do Paço, em Porto Alegre.
“Oniropoética” transforma sonhos em aquarelas
Idealizada pelo doutorando em Artes Visuais Marcelo Eugênio, “Oniropoética” apresenta uma série de pinturas em aquarela inspiradas em imagens oníricas e no universo particular dos sonhos do artista. As obras exploram elementos que se repetem ao longo da série, como padronagens florais, animais, figuras humanas metamórficas e elementos aquáticos. Segundo Marcelo, o processo de criação começou a partir de um hábito pessoal: registrar por escrito os próprios sonhos.
“A exposição conta com algumas obras que possuem apenas uma cena, uma narrativa. Mas também conta com obras em que as cenas se misturam, onde diferentes sonhos se encontram, pensando que o público pode observar e idealizar outras narrativas”, explica.

A curadoria da coleção é da professora e artista visual Karine Perez. Para o doutorando, a oportunidade de apresentar o trabalho dentro da universidade é importante não apenas pela possibilidade de compartilhar sua produção, mas também pela oportunidade de acompanhar as diferentes interpretações construídas pelo público a partir das obras.
Acervo como espaço de valorização da cultura
Durante a cerimônia de abertura, a reitora da UFSM, Martha Adaime, destacou a importância do Acervo Artístico como espaço de valorização e democratização da cultura local. “Fico muito feliz em poder dizer que atualmente este espaço é muito bem aproveitado, que a nossa comunidade possa prestigiar a cultura, a arte, aqui nesse prédio da Biblioteca Central. A UFSM precisa e deve fazer uso de espaços como este para essa democratização da cultura”, ressalta.
As exposições podem ser visitadas de segunda a sexta-feira, das 9 às 17h. Outras informações constam no perfil do Acervo Artístico da UFSM no Instagram.
Texto: Ellen Schwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Lucas Casali