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​Projeto da Arquivologia possibilita o acesso à história de Santa Maria



* Jéssica Ribeiro

Hospital Universitário, no Campus, em 1966

Com
o objetivo de preservar e divulgar o patrimônio histórico de Santa Maria e da
região foi criado um projeto no curso de Arquivologia, com coordenação do professor
Dr. Daniel Flores. A preservação do
patrimônio cultural regional de Santa Maria na produção de instrumentos de
pesquisa arquivísticos
trata da digitalização de fotos e documentos que
contam a história de Santa Maria. Além disso, o projeto obteve o domínio do software
onde é hospedado esse importante material histórico.

O
projeto iniciou com a investigação de um software livre, que acomodasse um
grande número de arquivos digitalizados e que fosse de domínio público. O grupo
coordenado por Flores chegou então, ao software ICA-AtoM, até então, pouco
conhecido no Brasil. Através de estudos e investigações, o grupo alcançou o
domínio da ferramenta no país.

O
cuidado com a questão regional de Santa Maria é uma característica do projeto,
ressalta Flores. A primeira ação do grupo foi a instalação do software na
Universidade, com a digitalização e a inserção do patrimônio fotográfico da
UFSM nesse sistema. O software atende acervos fotográficos, fílmicos, vídeos e
prima pela alta qualidade na conversão destes materiais. A facilidade no acesso
desses acervos é mais uma característica observada por Flores, com essa
ferramenta é possível atender as Lei 12.527 – Lei de Acesso à Informação – e
Lei 8.159 – todo documento público é de acesso irrestrito – pois possibilita o
acesso a documentos de maneira online por toda população.

Além
da digitalização do acervo da UFSM, o grupo também trabalhou na digitalização
do Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria. Mais de 75 mil imagens foram
digitalizadas, entre fotos e processos crimes do Arquivo Municipal. O sistema
também foi instalado com o apoio do grupo na Universidade Federal do Rio Grande
do Sul (UFRGS) e na Fundação Universidade do Rio Grande (FURG).

A
intenção do projeto é contemplar o grupo de pesquisa CNPQ “Gestão eletrônica de
documentos”, as pesquisas do mestrado e a graduação em Arquivologia. Contudo, o
projeto trouxe melhorias para o curso de Arquivologia como um todo. Com o financiamento
do ProExt, recursos do CNPQ e da Capes e recursos internos da Universidade foi
possível a construção de um laboratório que atende as necessidades do projeto e
dos graduandos em geral.

O
projeto que começou de maneira tímida assumiu uma relevância muito grande,
integrando alunos da graduação – que trabalham o viés técnico, mas também como
fonte de pesquisa – e do mestrado, destaca Flores. A equipe é formada pelo
coordenador , professor Daniel Flores, alunos da graduação em Arquivologia, do
Mestrado Profissionalizante em Patrimônio Cultural e pesquisadores da área da Arquivologia.
Atualmente, o grupo oferece consultorias, treinamento, instalação e
customização do sistema em diversas universidades e órgãos públicos de várias
regiões do país.

Mais
do que oferecer o acesso à história de Santa Maria, o projeto oferece a
possibilidade do graduando colocar em prática o que aprende de forma teórica. O
fácil acesso ao acervo também empodera os arquivistas e serve de auxílio ao
pesquisador, além de servir como instrumentalização do direito de acesso da
população, comenta Flores.

O Patrimônio
Fotográfico da UFSM pode ser acessado em: www.ufsm.br/patrimonioarquivistico

*Acadêmica de Jornalismo, bolsista da Coordenadoria de Comunicação Social

Fotos:
Acervo digital do Arquivo Histórico Municipal e Acervo Fotográfico da UFSM

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