O Programa de Pós-Graduação
da UFSM desenvolveu, por meio de um projeto de parceria com a empresa Romagnole
e a concessionária MUXEnergia, um transformador de distribuição
de elevada eficiência e ambientalmente correto.
O produto desenvolvido
reduz as perdas a vazio do equipamento em mais de 70%, aumentando a eficiência
do sistema de distribuição da concessionária, um fator considerado de grande importância
em momentos de crise energética, segundo o coordenador do projeto, o professor
do PPGEE Tiago Bandeira Marchesan.
De acordo com
Marchesan, a unidade desenvolvida é um protótipo, no qual foi instalado um
sistema que permitirá monitorar seu funcionamento em campo remotamente. “Estamos
em negociação com as empresas para uma segunda fase do projeto, que será
agregar mais tecnologia ao equipamento e constituir um lote pioneiro do mesmo.
No futuro, ele deve estar no mercado”, relata. Já há um pedido de patente
para o processo, atualmente em análise na Coordenadoria de Propriedade Intelectual
da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec) da UFSM.
O professor lembra que toda
a energia que não chega à casa do consumidor representa perdas no sistema de
distribuição, impactando na conta de energia elétrica e causando desperdício. “Então,
é fundamental que tenhamos equipamentos no sistema cada vez mais eficientes, a
um custo aceitável, e é nesta direção que este projeto caminha, em ter um
transformador de distribuição altamente eficiente”, ressalta.
Resultado de duas
dissertações de mestrado do PPGEE, o projeto, financiado pela MUXEnergia, teve duração de dois anos e envolveu
também os professores do PPGEE Daniel Bernardon e Carlos Henrique Barriquello,
os mestrandos Dion Lenon Prediger Feil e Paulo Roberto da Silva e os alunos de
graduação Leonardo Hautrive Medeiros, Odirlan Iaronka, Cássio Marques Somavilla
e Alexander Dutra.
Para os pesquisadores e alunos da UFSM, o projeto permite a aplicação
dos conhecimentos científicos e aumento do know-how técnico,
por meio do intercâmbio de informações entre universidade, concessionária
de energia e empresa. Os estudantes trabalham no laboratório com as
condições reais que encontrarão no mercado de trabalho, servido como fator
motivacional ao aprendizado da engenharia.
Fotos: Divulgação

