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​Do CCNE para o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais



Osvaldo Moraes

O professor Osvaldo Luiz Leal de
Moraes, do Departamento de Física do Centro de Ciências Naturais e Exatas
(CCNE), assumiu em maio a direção do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas
de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia
e Inovação.

Criado em julho de 2011 – meses após a região Sudeste
ter sido atingida por um evento que ocasionou quase mil mortes -, o Cemaden tem como objetivo
principal monitorar e emitir alertas de risco de desastres naturais, como
inundações, longos períodos de estiagem e deslizamentos de terra, além de
diminuir a vulnerabilidade social, ambiental e econômica decorrente
deles.

“Apesar de o Brasil possuir competência
técnica para monitorar e prever fenômenos de natureza meteorológica,
hidrológica, agronômica e geológica de forma disciplinar, nenhum órgão da
esfera federal monitorava esses processos de uma maneira integrada até então.
Assim, na ausência de um sistema de alerta e na incapacidade resultante para
prevenir e mitigar os danos, as ações governamentais limitavam-se a atenuar as
consequências dos desastres naturais”, afirma Moraes, cedido pela UFSM ao MCTI.

Assim, foi definida a elaboração de um Plano Nacional
de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres (PNGRRD), no qual compete ao Cemaden a
elaboração e a emissão de alertas de desastres naturais. Para isso,
conforme Moraes, é necessário implementar uma moderna rede de observação
ambiental, em especial para monitoramento de chuvas em áreas de risco. A aquisição
de equipamentos como radares meteorológicos e pluviômetros é um dos objetivos
do novo diretor.

O projeto “Pluviômetros nas comunidades”, por
exemplo, que está sendo implantado em áreas de risco, terá equipamentos operados
por equipes da comunidade local, especialmente treinadas, visando promover o
engajamento e a conscientização dos moradores que vivem em áreas de riscos e
completando a rede de informações hidrometeorológicas que fazem parte da
estrutura observacional do país para o monitoramento e alertas de desastres
naturais.

A rede inclui ainda sistemas automáticos de
medição de nível de rios e estações totais robotizadas geotécnicas, para
monitoramento direto de movimentação de terrenos em áreas de risco de
movimentos de massa, além de sensores para monitoramento de chuva e água no
solo e estações agrometeorológicas para monitoramento agro-hidrometeorológico
do Nordeste, em especial para o sistema de previsão de risco de colapso de safras
no semiárido.

Dos mais de 5,8 mil equipamentos previstos
para a rede de monitoramento ambiental do Cemaden, pouco mais da metade já foi
instalado. “Esses equipamentos têm ajudado na obtenção de informações para
monitoramento e emissão de alertas que auxiliam na tomada de decisão”,
relata Moraes. Os dados são disponibilizados para acesso público no site do Cemaden.

O diretor pretende,
além de consolidar o Cemaden, ampliar as parcerias com universidades e institutos
de pesquisas, nos quais há uma capacidade muito ampla, particularmente na UFSM.

“Exercer a direção do Cemaden será
um desafio ímpar, porque o perfil institucional apresenta duas características
que o torna um diferencial: o da pesquisa e o de desenvolvimento
tecnológico”, afirma Moraes. Para ele, a designação é um reconhecimento à
própria UFSM, à qual continua vinculado. 

Foto: divulgação

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