O reitor da UFSM,
Paulo Afonso Burmann, participou na terça-feira (26), em Brasília, de reunião
extraordinária convocada pela presidência da Associação Nacional dos Dirigentes
das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Na pauta, a atual
conjuntura político-econômica nacional e seu impacto junto às universidades
federais. Houve o anúncio, por parte de secretários do MEC, do corte de 20% no
custeio e de 60% nos investimentos para as universidades – índices maiores que
os do ano passado, de 10% e 50%, respectivamente.
O clima é de
incerteza, já que os cortes podem não se confirmar, ou ainda se agravar, o que
vai depender do desempenho econômico do país nos próximos meses. “São
cenários que nos levam a reforçar ainda mais os cuidados que estamos
compartilhando com os gestores da Universidade em todos os níveis, de
racionalizar despesas, controle de investimentos, para que possamos ter certa
tranquilidade no funcionamento da Universidade neste ano”, afirma Burmann.
A situação das obras
nas instituições também foi discutida. Recentemente, uma comissão do MEC vistoriou in loco as obras em execução na UFSM.
Conforme Burmann, a discussão em andamento é para que o governo garanta o
aporte de recursos necessários para a conclusão. O atual cenário político, com
a possibilidade de impeachment, no entanto, gera incertezas.
Os dirigentes reunidos
em Brasília aprovaram mensagem de desagravo à moção de repúdio aprovada pela
Câmara de Vereadores de Porto Alegre ao reitor e vice-reitor da UFRGS, por suas
manifestações e participações nos movimentos em defesa da democracia e da livre
manifestação de opiniões. “No nosso entendimento, não há democracia sem
instituições fortes”, afirma Burmann.
Na entrevista, o
reitor também fala sobre a questão que envolve a possível migração do campus de
Silveira Martins para o campus de Santa Maria.
Conduzido pela jornalista
Graziela Braga, coordenadora de Comunicação Social da UFSM, o quadro
“Conversa com o reitor” vai ao ar na programação da Rádio Universidade nas manhãs de quartas-feiras.
Ouça a entrevista: