O livro “Casa Familiar Rural e Pedagogia da Alternância – Território de formação do agricultor”, foi lançado em 2016 pela técnica em assuntos educacionais do Centro de Educação (CE) Angelita Zimmermann, com a orientação da professora Ane Carine Meurer. A obra é resultado da sua pesquisa de dissertação no mestrado em Geografia pela UFSM. Atualmente cursando o doutorado, o tema continua presente em seus estudos. Este livro já foi lançado no Centro de Educação em 2016 e nesta quinta-feira (30) será relançado em Erechim, no 3º Seminário Internacional de Educação no Campo (Sifedoc) e 3º Fórum de Educação do Campo da Região Norte do Rio Grande do Sul: Resistência e Emancipação Social e Humana.
O livro relata a experiência de criação e desenvolvimento de uma Casa Familiar Rural no Vale do Jaguari, na comunidade de Fontana Fredda. Conforme Angelita, uma Casa é um espaço onde jovens do campo aprendem sobre agricultura e assuntos que envolvem o meio rural. A proposta dessas casas é de que o jovem tenha espaço para estudar, se qualificar e aprimorar seus conhecimentos, para que possa também aprimorar o meio em que vive, seu espaço de vida e sua moradia, gerando, assim, seu sustento com maior qualidade, sem a necessidade de sair do campo para a cidade.
Para a criação de uma Casa Familiar Rural é importante a união de diversos atores da comunidade. Na Casa Familiar Rural do Vale do Jaguari, estiveram envolvidos servidores do IFF – Campos São Vicente do Sul, Emater, Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, lideranças da comunidade e as famílias de agricultores. As aulas são ministradas por profissionais dos IFFS, da Emater, da UFSM, enquanto que os pais dos jovens contribuem na manutenção da alimentação e organização das atividades tanto em tempo escola quanto em tempo comunidade, juntamente com demais agentes envolvidos na associação.
Conforme a autora, o local funciona com a Pedagogia da Alternância. Assim, os jovens ficam uma semana morando na Casa Familiar Rural, onde, além das aulas, são também responsáveis pela manutenção da Casa, auxiliando nas tarefas de limpeza e refeições, organização e manutenção da horta. Nas outras duas semanas, voltam para suas residências onde podem desenvolver na prática os conhecimentos adquiridos nas aulas.
Angelita auxiliou na fundação e desenvolvimento da Casa na comunidade de Fontana Freda/Jaguari, e acredita que são experiências de educação no campo que tem dado certo, no RS e no mundo, pois, nos casos brasileiros, em que a formação dos Ceffas está voltada ao meio rural, com uma proposta de produção de alimentos saudáveis e cuidados com o ambiente, “o jovem fica três anos aprendendo e construindo alternativas para o seu meio, e nesse período, desenvolve um projeto de vida/profissional, consegue melhorar seu espaço de vida sem precisar ir para fora, onde muitas vezes, torna-se mais um excluído ou às margens da cidade”, o que possibilita, assim, qualificar o jovem agricultor que, em muitos casos, já abandonou os estudos.
O livro pode ser adquirido no site.
Com informações do Núcleo de Comunicação Institucional do CE