
A equipe feminina de basquete da UFSM é medalhista de bronze nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) de 2026. O time foi a Goiânia, no estado de Goiás, representar a Universidade e o Rio Grande do Sul na segunda divisão da competição nacional e teve a vaga no pódio confirmada com a vitória por 55 a 52 contra a UNINASSAU da Bahia, no último sábado (29).
As gurias da Federal de Santa Maria tiveram a revanche sobre as adversárias uma vez que, na estreia do torneio, no dia 25 de agosto, haviam perdido pelo placar de 51 a 39. Na fase inicial, apesar do revés para as baianas, duas vitórias garantiram a classificação à fase eliminatória: por 51 a 39 em cima da UFRN, do Rio Grande do Norte; e por 45 a 38 sobre a UNINASSAU da Paraíba. As gaúchas foram para a disputa de 3º lugar em função da derrota por 55 a 36 para a UNIRV, de Goiás, nas semifinais.
O treinador da equipe foi o estudante de Educação Física da UFSM, Thiago Maixner, que está no comando de um plantel de alto rendimento pela primeira vez na carreira. Na visão dele, a experiência nos JUBs de 2026 “representa que o trabalho feito com dedicação, esforço e amor é muito bem recompensado”. Ele destaca: “o orgulho dessas gurias é algo que não cabe no peito. O que fica, acima de tudo, é a experiência e os aprendizados, tanto para minha vida profissional quanto pessoal”.
Retrospecto vencedor
O time feminino de basquete da UFSM se classificou aos JUBs após vencer em junho, em Santa Maria, os Jogos Universitários Gaúchos (JUGs). O esquadrão é o maior campeão da história da modalidade no cenário universitário do Rio Grande do Sul, tendo levantado a taça pela quarta vez neste ano. Os outros títulos foram entre 2022 e 2024.
A Universidade viu o troféu escapar de suas mãos em 2025, quando terminou com o vice-campeonato da competição, que foi sediada em Pelotas. Em 2023, além da glória estadual, a equipe ainda foi campeã da 3ª divisão dos JUBs, feito inédito e, até o momento, único para uma modalidade coletiva representada pela Federal de Santa Maria. A conquista também garantiu que o Rio Grande do Sul ascendesse à segunda divisão nacional.
A mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências da UFSM, Bianca Revers, é armadora do time desde o primeiro título dos JUGs e, em 2026, exerceu também a função de capitã do elenco. Ela revela que isso a fez sentir uma responsabilidade a mais na trajetória em Goiânia, no sentido de judar as colegas a confiarem em si mesmas e a acreditarem que poderiam chegar longe. “Então, para mim, essa medalha de bronze representa uma mistura de emoções e das superações individuais e coletivas”, confessou.

Jornada positiva em Goiás
Segundo a jogadora, a equipe teve um bom desempenho em geral no decorrer do torneio. Para além da qualidade técnica do plantel, a união e a capacidade de superação fizeram com que a adaptação do estilo de jogo contra cada rival fosse mais fácil e tornaram mais simples focar no objetivo de, pelo menos, chegar ao pódio. Na última participação do esquadrão da Universidade, em 2024, o resultado final foi o 4º lugar também da 2ª divisão.
“Acredito que cada atleta passa por momentos bons e ruins dentro do esporte que pratica, e muitas vezes carregamos conosco todas essas experiências, dificuldades e superações. Cada uma sabia de tudo o que enfrentou para estar ali e, juntas, sabíamos que merecíamos aquela conquista. Acredito que foi justamente essa vontade, essa união e essa certeza de que podíamos chegar lá que fizeram com que conquistássemos essa medalha. Foi a confirmação de tudo o que construímos juntas durante o campeonato e de que fizemos por merecer cada vitória”, afirmou a capitã do time.
O treinador Thiago confessa que, de certa forma, a campanha foi surpreendente. Pela escassez de equipes femininas de basquete no Rio Grande do Sul, o elenco teve uma boa quantidade de treinamentos, mas poucos enfrentamentos “de verdade” sob o comando do técnico – e, como ele mesmo relembra o famoso ditado: “treino é treino, jogo é jogo”.
“A avaliação é a melhor possível. A forma como a equipe melhorou o comportamento dentro de quadra da primeira à última partida da competição foi algo extraordinário. O entendimento do que deveria ser feito e quais caminhos percorrer foi algo que me impressionou e muito, em função dos poucos confrontos que fizemos até os JUBs. Busco não criar expectativas, mas não posso negar que o que elas fizeram foi muito superior ao que poderiam fazer, levando em conta todas as adversidades que encontramos no caminho até o 3º lugar”, contou o estudante de Educação Física.
Com o fim dos JUBs, o basquete feminino da UFSM não tem outros compromissos confirmados até o momento para o restante da temporada. Para saber as novidades, siga o time no Instagram.
Texto: Pedro Pereira, jornalista
Fotos: Luiza Mielke, relações-públicas e assessora de imprensa do Basquete UFSM