A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) terá mudanças, já válidas para este ano, em relação a quem pode solicitar isenção para a taxa de inscrição no vestibular. No último dia 11, a presidente, Dilma Rousseff, aprovou a lei que garante que todos os estudantes, que tenham renda familiar menor ou igual a um salário mínimo e meio por pessoa (ou seja, R$ 1.017,00), sejam isentos da taxa de inscrição em seleções para universidades e institutos federais de ensino. A condição é de que os alunos tenham realizado todo o ensino médio em escola pública. Também se aplica a quem possui bolsa integral em escolas privadas.
O presidente da Comissão Permanente do Vestibular (COPERVES), Celso da Silva, diz que a UFSM terá de se adaptar à nova lei. Nos anos anteriores, a universidade oferecia a isenção aos alunos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), o qual garante beneficio às famílias de baixa renda, com até meio salário mínimo por pessoa ou renda mensal total de até três salários mínimos. A partir deste ano, continuará valendo a taxa de isenção para quem tiver o Número de Inscrição Social do Governo Federal (NIS) dentro do CadÚnico, porém o aluno deverá comprovar que fez o Ensino Médio em escola pública. “Para candidatos que não possuem o NIS, estamos permitindo que eles tenham a isenção através de autodeclaração carimbada, assinada, datada e com firma reconhecida”, informa o presidente. Com a aprovação no vestibular, o estudante terá que comprovar sua condição de renda, menor ou igual a um salário mínimo e meio por pessoa, pela nova lei, caso contrário perde a vaga.
Outra mudança para os próximos anos é que a prova seletiva 1 do processo seriado não será mais a mesma do processo seletivo único. A inclusão gradual de novas disciplinas na prova do vestibular levará, em um intervalo de cinco anos, ao aumento do número de questões: “Para que daqui a três anos o número de questões do seriado seja o mesmo do único, eu tenho que começar a mudar aqui atrás”, conta Celso. As questões passarão, gradativamente, das atuais 143 para 165.
Em relação ao Programa Referência, que disponibiliza os conteúdos que serão cobrados na prova, ele será menos detalhista. Apesar do conteúdo se manter no mesmo parâmetro, o Programa será apresentado de forma mais generalizada.
Neste ano, Porto Alegre e Bagé não receberão a prova em suas cidades. Segundo presidente da COPERVES, a descentralização do vestibular se justifica pelo processo seletivo seriado, o qual não teve muita procura por parte destas cidades, em anos anteriores. “Ano passado já haviam sido tiradas Pelotas e São Borja pelo mesmo motivo” diz Celso da silva.
Foto de capa: Ítalo Padilha.
Repórter: Franciele Varaschini – Acadêmica de Jornalismo.
Edição: Lucas Durr Missau.