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Grupo de Medidas de Campo Eletromagnético Ambiental

GRUPO DE MEDIDAS DE CAMPO ELETROMAGNÉTICO AMBIENTAL ( GMCEA)

Pesquisa Em Atividade

Contato:

gmceaufsm@gmail.com

Apresentação

Quem somos

  • As atividades do Grupo de Medidas de Campo Eletromagnético Ambiental – GMCEA se estabeleceram a partir de 2006, quando apresentamos um projeto à ANEEL, visando estudar, as características do campo eletromagnético produzido por linhas de alta tensão e subestações, no âmbito da CEEE.
  • A partir de 2009 quando se estabeleceu um projeto com essas entidades desenvolvemos um laboratório de medidas, de campo elétrico e magnético do tipo ELF.
  • As medidas foram realizadas com monitores de campo elétrico e magnético da marca NARDA modelo EFA-300.
  • O desenvolvimento do Laboratório de Medidas de Campo Eletromagnético Ambiental fundamenta-se nos princípios da dosimetria de radiações do tipo produzidos na geração, transmissão e distribuição em alta tensão, partindo da caracterização do campo eletromagnético ELF em relação à sua interação com os trabalhadores e público feita através de medidas, cálculo ou simulação dos campos elétrico e magnético grandezas dosimétricas.
  • O laboratório, constituiu uma base cientifica e construiu equipamentos para calibração de sondas de campo elétrico e magnético ELF formadas por bobinas de Helmholtz e capacitor de grandes dimensões.

Objetivos

  • Delimitar os riscos das radiações não ionizantes nos sistemas de geração e transmissão e distribuição de energia elétrica.
  • Estudo da ocorrência, medida e simulação de campos eletromagnéticos de baixa frequência
  • Formação de pessoal na área de medidas de radiações não ionizantes
  • Estudar e compilar a metodologia de levantamento de riscos das radiações não ionizantes em sistemas de geração e transmissão de energia elétrica.
  • Estudar e compilar as normas vigentes, nacionais e internacionais que abordam os riscos em sistemas de transmissão de energia elétrica.
  • Propor, metodologias e planos de investigação epidemiológicas e de laboratório que possam evidenciar possíveis riscos, para os níveis de exposição humana, possibilitando gerar recomendações para a normalização dos limites de exposição ao trabalhador e à população em geral
  • Estabelecer um laboratório, com equipamentos de metrologia de radiações não ionizantes, credenciado e capaz de estabelecer medidas comparativas com entidades internacionais da área.

Motivação

Os sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Brasil, produzem campos elétricos e magnéticos em 60 Hz, que denominamos aqui ELF, (campos eletromagnéticos de baixa frequência). Estes campos fazem parte da vida diária de todas as pessoas, emitidos pelos sistemas de geração, linhas de transmissão, transformadores, linhas de distribuição. e todos os equipamentos elétricos de uso domiciliar e industrial. O uso da eletricidade, pelas sociedades desenvolvidas, já completa mais de 100 anos, e só recentemente é que se iniciou o estudo dos efeitos biológicos da exposição a esses campos além dos riscos já conhecidos de eletrocussão e efeitos térmicos.

Em 1979 Wertheimer e Leeper, publicaram os resultado, sobre os riscos de desenvolvimento de câncer em crianças mas apesar da grande quantidade de pesquisas sobre os efeitos das radiações não ionizantes, ainda persiste o debate científico sobre os efeitos sobre os seres humanos. O resultado é que ainda não dispõe de uma resposta às seguintes perguntas: quais são os efeitos da exposição a campos elétricos e magnéticos, resultado da geração transmissão e distribuição de energia elétrica sobre a população em geral e trabalhadores do setor elétrico? É possível relacionar, a exposição com algum tipo de enfermidade?

Nas décadas de 1980 e 1990 foram realizados inúmeros estudos epidemiológicos sem no entanto se estabelecer uma correlação definitiva entre a dose e a resposta. Os estudos ocupacionais iniciaram em 1982, fundamentados numa base na saúde dos trabalhadores do setor elétrico. Estudos bem mais recentes utilizando base de dados semelhantes resultaram num aumento do risco de vários tipos de enfermidades.

No Brasil, a NR-10, que trata de instalações e serviços em eletricidade, fixa as condições mínimas que garantem a segurança do trabalhador em instalações elétricas mas não menciona os riscos, as medidas de segurança e limites de exposição relacionados a efeitos biológicos dos campos eletromagnéticos. Essa norma regulamentadora do trabalho preocupa-se com a proteção contra choques elétricos, queimaduras e outros efeitos adversos de caráter agudo.

A ANATEL adotou a partir de 1999 os limites estabelecidos pela Comissão Internacional para Proteção Contra Radiações Não Ionizantes – ICNIRP.

Tendo em vista a polêmica científica envolvendo este tema, pode-se concluir que hoje não se pode descartar a possibilidade dos campos eletromagnéticos causarem várias enfermidades. Nesta situação torna-se importante a adoção do princípio da precaução, já consagrado na Declaração das Nações Unidas sobre o meio ambiente – Declaração do Rio de Janeiro de 1992, também recomendado pela OMS.

Considerando que alguns dos estudos epidemiológicos sugerem que a exposição a campos magnéticos de 50-60Hz, podem aumentar o risco de leucemia, especialmente em crianças expostas a campos residenciais agudos. Dessa maneira é possível sugerir a necessidade de investigar experimentalmente dados locais, incluindo a exposição ocupacional.

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